Novo bombardeiro “invisível” dos EUA será chamado de B-21 Raider

Nome foi escolhido por meio de um concurso e homenageia os Doolittle Raiders, grupo que atacou o Japão de surpresa em 1942
Northrop-Grumman B-21 Raider
Northrop-Grumman B-21 Raider
Northrop-Grumman B-21 Raider
Northrop-Grumman B-21 Raider

A Força Aérea dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (19) o nome do novo bombardeiro stealth que será desenvolvido e construído nos próximos anos para integrar os esquadrões de ataque estratégico. O B-21 ganhou o denominação “Raider“, como revelou a secretária da Força Aérea Deborah Lee em cerimônia numa conferência da associação que reúne integrantes do braço aéreo militar do país.

O nome é uma homenagem a um grupo de aviadores que na Segunda Guerra executou uma missão arriscada ao atacar o território japonês em 1942. Eles foram chamados de “Doolittle Raiders” pela USAF. O ataque era uma resposta à investida japonesa em Pearl Harbor, que colocou os Estados Unidos no conflito. A ideia era mostrar ao Japão que eles não estavam seguros mesmo a milhares de quilômetros do cenário de batalhas com as forças americanas. A cerimônia contou, inclusive, com a presença de um “Dolittle Raider”, o tenente Coronel aposentado Richard E. Cole, um dos poucos sobreviventes do grupo.

O B-21 Raider será construído pela Northrop-Grumman  e terá formas semelhantes às do B-2 Spirit, hoje em serviço e também desenvolvido pela mesma empresa. No entanto, custará bem menos que este último (o avião mais caro da história) e terá uma variedade de missões maior. A expectativa é que esteja em serviço em meados da próxima década.

Richard E. Cole, um dos "Doolittle Raiders"
Richard E. Cole, um dos “Doolittle Raiders”

Dootlitte Raid

A missão americana de ataque ao Japão foi uma medida ousada e psicológica dos EUA para começar a virar o jogo na Segunda Guerra. A ideia foi levar 16 bombardeiros leves B-25 da Força Aérea a bordo do porta-aviões Hornet, da marinha. Com maior alcance, a aeronave poderia atingir o Japão de uma distância mais segura, porém, após cumprir a missão, os aviões pousariam em regiões próximas sob domínio de aliados ou países neutros.

O comandante da missão, tenente Coronel  James H. Dootlittle, acabou sendo homenageado com seu sobrenome representando a missão e seus 80 homens, dos quais 3 morreram no ataque e oito foram feitos prisioneiros pelos japoneses. Apenas um avião conseguiu pousar na União Soviética e foi aprendido pelo país.

Veja também: Conheça o cemitério de aviões da Segunda Guerra submersos

Os bombardeiros B-25 Mitchell a bordo do porta-aviões Hornet: missão sem volta
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