Novo cargueiro Airbus BelugaXL completa primeiro voo

Aeronave baseada no A330 é projetada para transportar grandes componentes aeronáuticos entre as fábricas do grupo europeu
Airbus BelugaXL
O BelugaXL é baseado no jato comercial A330-200 (Airbus)

O exótico BelugaXL da Airbus realizou nesta quinta-feira (19) seu voo inaugural. A aeronave decolou da sede do grupo europeu em Toulouse, na França, e permaneceu no ar por mais de quatro horas. O modelo testado é o primeiro de cinco exemplares do novo cargueiro que serão construídos pela fabricante e entram em serviço até o final de 2019.

O novo cargueiro é baseado no jato comercial A330-200. A aeronave é projeada para transportar uma carga útil de até 53 toneladas. Essa capacidade é 12,7% superior a do BelugaST atual, que por sua vez é baseado no antigo A300, o primeiro avião comercial desenvolvido pela Airbus na década de 1970.

Um dos requisitos que o projeto do Beluga XL precisou obedecer foi atender a capacidade de poder transportar as duas asas do A350 de um só vez, em vez de uma única seção, como acontece atualmente com o BelugaST. A Airbus conta atualmente com cinco cargueiros desse tipo, que serão substituídos a partir de 2019 com a chegada do novo modelo.

Super-transportador

O programa BelugaXL foi lançado em novembro de 2014 para atender aos novos requisitos de transporte logístico da Airbus. O grupo utiliza os aviões cargueiros especiais para distribuir grandes componentes aeronáuticos entre suas fábricas pela Europa. O formato especial da aeronave com uma grande porta de carga acima da cabine de comando permite o embarque de asas inteiras e grandes seções de fuselagens.

Uma das exigências para o BelugaXL foi a capacidade de transportar duas asas de A350 (Airbus)
Uma das exigências para o BelugaXL é a capacidade de transportar duas asas de A350 (Airbus)

Antes de transportar componentes aeronáuticos com o BelugaST, a Airbus cumpria essa mesma função com uma frota de Super Guppy, cargueiro quadrimotor turbo-hélice desenvolvido pela Boeing na década de 1960. Com o desenvolvimento de aeronaves com portes cada vez maiores, um cargueiro de maior capacidade foi necessário, situação que volta a se repetir com a exigência do Beluga XL.

O Boeing Super Guppy já foi peça fundamental na cadeia produtiva da Airbus (Michel Gilliand/Wikimedia)
O Boeing Super Guppy já foi peça fundamental na cadeia produtiva da Airbus (Michel Gilliand/Wikimedia)

Veja mais: Turbo-hélice ATR 72 alcança 1.000 unidades entregues

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