Um relatório do U.S. Government Accountability Office (GAO) apontou preocupações com o aumento de custos e riscos de cronograma do programa de modernização do bombardeiro B-52 Stratofortress, da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF). O pacote de atualizações atualmente é avaliado em cerca de US$ 21 bilhões.
O relatório do órgão de auditoria do Congresso dos EUA foca em 13 projetos de modernização destinados a manter o bombardeiro em operação até a década de 2050, incluindo novos motores Rolls-Royce F130, radar AESA (varredura eletrônica ativa), sistemas de comunicação atualizados e integração de armamento nuclear.
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Segundo o GAO, o Commercial Engine Replacement Program (CERP), que prevê a substituição dos motores do jato, responde por mais de US$ 15 bilhões do investimento total, após o custo estimado aumentar mais de 38%. O órgão de controle afirmou que a Força Aérea pretende iniciar a produção antes de concluir os testes em voo, o que eleva o risco de retrabalho e custos adicionais caso surjam problemas técnicos.

O relatório também destaca dificuldades no Radar Modernization Program, destinado a equipar a aeronave com um radar AESA mais moderno, mas que resultaram em violação da lei Nunn-McCurdy após o aumento de custos obrigar a Força Aérea a reduzir requisitos de desempenho para manter o programa viável.
O programa do radar sofreu outro revés em junho, quando o primeiro B-52 equipado com o novo radar Raytheon caiu logo após decolar da Base Aérea de Edwards, matando os oito tripulantes. A aeronave era a principal plataforma de testes em voo para a atualização do radar. No início desta semana, a Força Aérea confirmou que um segundo B-52 está sendo modificado para retomar a campanha de certificação ainda este ano.
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Apesar das preocupações, a Força Aérea informou ao GAO que adiar o esforço de modernização criaria riscos operacionais maiores, pois os motores Pratt & Whitney TF33 do bombardeiro têm se tornado cada vez mais difíceis de manter. O relatório observa que a manutenção dos motores antigos depende fortemente de peças recuperadas de aeronaves aposentadas e alerta que as demandas de manutenção continuarão a crescer sem o novo sistema de propulsão.
O GAO emitiu seis recomendações para reduzir riscos técnicos e de aquisição, incluindo revisão das decisões de produção e planejamento de integração mais robusto em todo o esforço de modernização. A Força Aérea concordou com cinco recomendações e concordou parcialmente com uma delas, relacionada ao cronograma de substituição dos motores.



