Produção de ‘Boeing chinês’ é afetada até por falta de mão de obra

COMAC entregou apenas cinco jatos C919 este ano enquanto enfrenta dificuldades variadas para dar conta da demanda

COMAC C919 2026
COMAC C919 2026 (COMAC)

A fabricante chinesa de aviões comerciais COMAC está enfrentando diversos problemas para acelerar a produção do jato C919, com apenas cinco aeronaves entregues até agora em 2026. A aeronave é uma resposta da China às famílias Boeing 737 e Airbus A320,

Dados compilados pela Airway mostram que uma aeronave foi entregue em fevereiro, duas em março e duas em abril até o momento.

Desde que entrou em serviço comercial em maio de 2023, o C919 já teve 37 unidades concluídas. A China Eastern Airlines lidera a frota com 15 aeronaves, seguida pela Air China com 11 e pela China Southern Airlines com 10. Uma aeronave permanece com a COMAC para atividades de demonstração.

COMAC C919 2026 (COMAC)

O fabricante entregou 16 aeronaves em 2025, muito abaixo das expectativas anteriores de que a produção bateria na casa de meia centena Apenas as três maiores companhias aéreas chinesas têm mais de 300 pedidos firmes para o C919.

De acordo com o site South China Morning Post, a COMAC continua lidando com uma combinação de restrições externas e internas. Embora as principais seções estruturais da aeronave sejam produzidas internamente, o C919 ainda depende de fornecedores ocidentais para sistemas críticos, como os motores CFM LEAP-1C e aviônicos.

Veja também: Jato chinês C919 recebe maior atenção de europeus para ganhar certificação

Analistas citados pela publicação disseram que algumas aeronaves concluídas podem estar aguardando motores, enquanto a escassez que afeta os fornecedores globais do segmento aeroespacial continua a limitar a produção.

COMAC C919 2026 (COMAC)

O site também citou a escassez de mão de obra e a complexidade da fabricação de aeronaves como obstáculos adicionais. Os jatos, incluindo o menor C909 (ex-ARJ21) são produzidos em Pudong, na região de Xangai.

Apesar disso, a estatal chinesa está se esforçando para obter a certificação pela EASA, a agência de aviação civil europeia, que mantém uma equipe no país para acompanhar a operação da aeronave de 164 lugares.