A Royal Jordanian ainda não recebeu seus primeiros jatos E2, mas já admite que pode ampliar as encomendas da aeronave da Embraer, afirmou o CEO e vice-presidente da companhia aérea, Samer Majali, à Aviation Week.

A transportadora nacional da Jordânia fechou um pedido de dois E195-E2 com a Embraer e um acordo de leasing com a Azorra para quatro E190-E2 e dois E195-E2 em maio.

Os dois primeiros jatos serão entregues nas próximas semanas e irão substituir a frota de dois E175 e dois E195 que entraram em serviço a partir de 2006.

Mesmo dobrando a frota de jatos da Embraer, a Royal Jordanian já estuda adicionar outras duas aeronaves em breve, disse Majali.

Um dos dois E195 operados pela Royal Jordanian (Anna Zvereva)
Um dos dois E195 operados pela Royal Jordanian (Anna Zvereva)

De fato, a empresa aérea havia assinado um Memorando de Entendimento (MoU) em outubro de 2022 que previa a encomenda de 10 jatos E2, sem especificar variantes.

Segundo Majali, os E190-E2 e E195-E2 possuem um papel importante na malha aérea da Royal Jordanian, por permitirem ampliar a frequência para destinos onde a demanda não justifica um Airbus A320.

Além disso, os E2 podem ser usados para testar novas rotas, incluindo na Europa, graças ao alcance bem maior que os E-Jets de primeira geração.

A Royal Jordanian possui atualmente uma frota de 27 aeronaves de três fabricantes diferentes. Recentemente, a empresa fechou pedidos para aeronaves da família A320neo e ampliou as encomendas do 787 Dreamliner, da Boeing, além do acordo com a Embraer.