O segundo Gripen E de teste é equipado com um computador de voo mais potente (SAAB)

Brasil e Suécia serão os primeiros clientes do novo caça Gripen E (SAAB)

Com o apoio do governo da Suécia, a fabricante Saab apresentou nesta semana a sua proposta para a Armasuiss, a agência de aquisição de equipamentos de defesa da Suíça, para o fornecimento de novos caças Gripen E. Assim como no acordo firmado com a Força Aérea Brasileira (FAB), a nova oferta também abrange a participação da indústria suíça no projeto.

A proposta da Saab, que contempla opções para 30 e 40 aeronaves, é uma resposta ao programa Air2030 das força aérea da Suíça, que planeja aposentar seus antigos caças F/A-18 Hornet e F-5 E/F Tiger até 2030. Segundo reportagem da agência Reuters, os suíços planejam investir cerca de US$ 8 bilhões na aquisição de novos aeronaves de combate.

“A solução proposta do Gripen E apresenta a mais recente tecnologia disponível e baixos custos de aquisição, operação e suporte, que darão à Suíça um tamanho ideal de frota, com o melhor efeito operacional total ao longo das próximas décadas”, diz Jonas Hjelm, diretor da área de negócios Aeronautics da Saab.

Ainda em fase desenvolvimento, o Gripen E é a versão mais recente do Gripen. No Brasil, esse modelo é mais conhecido pelo nome Gripen NG. Além da FAB, outro cliente confirmado do novo caça da Saab é a força aérea da Suécia, que encomendou 60 unidades. As primeiras aeronaves serão entregues a partir de 2021.

Além do Gripen E, outros caças que também disputam o contrato suíço são o Airbus Eurofighter Typhoon, Boeing F/A-18 Super Hornet, Dassault Rafale e o Lockheed Martin F-35 Lightning II. Todas os concorrentes serão reunidos na Suíça entre abril e julho para testes aéreos e em solo. Segundo o governo suíço, as avaliações continuarão até 2020 antes que uma decisão seja tomada, mas adiantou que espera receber os primeiros caças a partir de 2025. Se a população suíça aprovar.

A força aérea da Suíça voa com o caça F-5 desde 1981 (Peng Chen/Creative Commons)

A força aérea da Suíça voa com o caça F-5 desde 1981 (Peng Chen/Creative Commons)

A Suíça, que não se envolve em uma guerra desde 1847, quando enfrentou um breve conflito interno, sempre sofre pressão popular quando decide adquirir novos (e caros) equipamentos militares. Em 2014, cerca de 52% da população do país votou contra uma proposta de aquisição de 22 caças Gripen da Saab avaliados em cerca de US$ 3,5 bilhões.

Um novo plebiscito popular para aprovar ou não a compra de novos caças também é esperado para os próximos anos.

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