iFly inaugura simulador de paraquedismo em São Paulo

Túnel de vento vertical faz o praticante flutuar; pacotes têm preços a partir de R$ 250, quase um terço do valor de um salto de paraquedas em aviões
O túnel de vento da iFly pode gerar um fluxo de até 300 km/h (iFLY)
O túnel de vento da iFly pode gerar um fluxo de até 300 km/h (iFLY)
O túnel de vento da iFly pode gerar um fluxo de até 300 km/h (iFLY)
O túnel de vento da iFLY pode gerar um fluxo de até 300 km/h (iFLY)

Parece tecnologia na Nasa. Um cilindro de vidro com cinco metros de diâmetro e mais de 10 m de altura, e dentro dele as pessoas podem flutuar. Essa máquina é o simulador de paraquedismo da iFLY, inaugurado em São Paulo nesta quarta-feira (14). Esse já o segundo ponto da empresa no Brasil, que opera desde 23 de fevereiro uma unidade em Brasília (DF).

Segundo Manoel Damasceno, diretor da iFLY no Brasil e paraquedista há 20 anos, o simulador é uma grande oportunidade para conhecer o esporte e, para os praticantes profissionais, uma chance de treinar em terra firme. “Dois minutos no túnel são como quatro saltos de paraquedas, mas sem precisar de um avião. Já um profissional pode treinar por uma hora, o que seria como saltar 200 vezes”, compara Damasceno, que já realizou mais de 1.800 saltos.

Como funciona?

O centro da iFLY em São Paulo é uma construção das mais complexas. O túnel de vento é montado em um buraco com oito metros de profundidade e, ao contrário do que muitos podem pensar, a força do vento não vem de baixo, mas sim de cima.

As hélices ficam no topo da estrutura e um túnel lateral envia o fluxo de volta, a até 300 km/h, para a parte inferior da câmara, fazendo o praticante levantar voo. Em outras palavras, levando a física ao pé da letra, o praticante é sugado para o alto. Mas não tem perigo.

O túnel de vento em São Paulo funciona com dois motores elétricos, cada um com 600 hp (iFly)
Um lounge com túnel de vento no centro… O local também pode receber eventos e festas (iFLY)

“O equipamento possui uma série de proteções para os praticantes não tocarem nas partes críticas. Além disso, se alguém chegar no topo o efeito aerodinâmico do túnel perde o efeito e a pessoa retorna para a zona segura”, explicou o diretor da iFLY.

A “zona de voo” é separada do vão abaixo por uma tela de cabos de aço com amortecedores. “É como uma cama elástica e a tela pode suportar até seis toneladas”, garante Damasceno. O controle do equipamento é realizado por computador por um operador externo, que regula o fluxo de ar gradativamente até o praticante flutuar. “Cada peso, um ajuste”, conta o diretor.

O fluxo de ar do túnel de vento é gerado por dois motores elétricos, cada um com 600 hp. É quase a mesma potência do motor turbo-hélice do Cessna Caravan, uma das aeronaves mais utilizadas em centros de paraquedismo. A iFLY investiu US$ 10 milhões (cerca de R$ 27 milhões) em cada unidade no Brasil. “Cerca de 60% desse valor é do túnel de vento”, revelou Damasceno, em entrevista ao Airway.

Com questões de segurança, o equipamento instalado nas unidades no Brasil permite a entrada de praticantes com peso máximo de até 113 kg e crianças a partir de três anos. Não há restrições para pessoas altas ou com idade avançada: nos Estados Unidos o túnel da iFLY já foi testado por uma senhora de 103 anos e pelo ex-jogador de basquete Shaquille O’Neal…

A experiência

Embora os riscos sejam pequenos, a experiência começa com um briefing, como é tradicional no paraquedismo. Instrutores ensinam as posições de voo, como entrar e sair do túnel, e os sinais manuais, pois nível de ruído na câmera impossibilita qualquer tipo de conversa. Terminada as orientações, a turma veste macacão, óculos de proteção, capacete e protetores auriculares, cedidos pelo centro. Quem não for de tênis, outro item obrigatório, pode pegar emprestado um par com iFLY.

Braço pra cima e deixa o corpo cair… Mas ele não cai. Em vez disso, já começa a ser empurrado para o alto e o chão nunca chega, mesmo voando descontrolado. Com os sinais manuais, o instrutor, que “dribla” a aerodinâmica ao ficar de pé, indica: “queixo para cima”, “dobra o joelho”, “queixo pra cima de novo” e um sinal que pareceu como “para de mexer suas pernas, você está me chutando”. E o primeiro voo termina.

A iFLY ofereceu a imprensa a experiência do pacote “Asas Básico”, que também inclui um segundo voo acompanhado de instrutor. Cada voo dura um minuto, mas a adrenalina faz parecer muito mais. Como comparação, o momento de queda livre durante um salto de paraquedas convencional, realizado a três mil metros de altitude, leva cerca de 45 segundos.

Queda livre em alta

E “saltar” no simulador também é mais barato. Os pacotes da iFLY custam a partir de R$ 249 e casa também oferece vídeo e fotos do passeio, cobrados a parte. Salto convencionais de paraquedas acompanhados de instrutores, como os oferecidos em escolas de paraquedismo no interior de SP, custam em média R$ 600.

A iFLY foi fundada em 1998, em Orlando, nos EUA, e hoje possui 37 centros em diferentes partes do mundo. A empresa também montou seus túneis de vento no Canadá, Rússia, Singapura, Dubai, Austrália e Reino Unido. E no Brasil a expansão ainda vai continuar. “Temos planos para montar seis unidades da iFLY no Brasil”, contou o diretor da empresa.

Como chegar?

iFLY São Paulo
Av das Nações Unidas, 6873 – Pinheiros
Telefone: (11)3031-0491

iFLY Brasília
SCES Trecho 02, conjunto 35
Tel: (61) 4042-1904

Nota do editor: As que forem experimentar a brincadeira, aqui vai uma dica: mantenha a boca fechada. Caso contrário você vai sair no túnel de vento completamente babado…

Veja mais: Companhia do Alasca encomenda 30 jatos da Embraer

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