Startup americana lança aeronave que qualquer pessoa pode pilotar

Criado para fins recreativos, Kitty Hawk Flyer tem motorização elétrica e autonomia de 20 minutos de muita diversão
"Fácil de voar": a Kitty Hawk afirma que os pilotos não precisam de licença para voar no Flyer (Kitty Hawk)
“Fácil de voar”: a Kitty Hawk afirma que os pilotos não precisam de licença para voar no Flyer (Kitty Hawk)
"Fácil de voar": a Kitty Hawk afirma que os pilotos não precisam de licença para voar no Flyer (Kitty Hawk)
“Fácil de voar”: a startup afirma que os pilotos não precisam de licença para voar no Flyer (Kitty Hawk)

A Kitty Hawk, startup norte-americana financiada por Larry Page, ex-CEO e um dos fundadores do Google, apresentou nesta semana o Flyer, uma espécie de aeronave recreativa com motorização elétrica. Segundo empresa, o veículo pode acomodar uma pessoa e possui comandos simplificados ao ponto de não exigir licença de piloto.

O nome da aeronave, que mais parece um drone, é uma referência ao primeiro avião dos irmãos Wright (que para muitos foram os inventores do avião, antes de Alberto Santos Dumont). O Flyer possui 10 motores elétricos e a bateria permite realizar voos de 12 a 20 minutos, dependendo da velocidade e do peso do piloto.

Nos Estados Unidos, a excêntrica aeronave se enquadra nas regras do FAA (a “ANAC” dos EUA) para aeronaves ultraleves, por isso nenhuma licença é necessária para pilotá-lo, desde que os voos sejam realizados sobre a água ou “áreas não congeladas”. A Kitty Hawk afirma que o veículo é “fácil de voar”, utilizando apenas um pequeno joystick, mas ainda assim recomenda algum tipo de treinamento profissional: aempresa estima que é possível aprender a comandar o aparelho em apenas uma hora.

O desempenho do “brinquedo” ainda é modesto, mas a diversão promete ser garantida. Nas avaliações iniciais, o veículo vem sendo testado em voos a apenas 3 metros do solo (ou da água, no caso) e alcança a velocidade máxima de 20 km/h. A empresa também destaca que o Flyer, por utilizar motores elétricos, será significativamente mais silencioso que outras aeronaves ultraleves, com um nível de ruído comparável ao de um cortador de grama a 15 metros de distância.

A startup diz que o Flyer já um produto real e interessados podem “pré-encomendar” a aeronave através do site da Kitty Hawk. A novidade ainda não tem um preço definido. Em vez disso, a fabricante planeja criar parcerias com empresas para estabelecer frotas do veículo em todo o mundo para que os usuários podem desfrutá-lo de forma recreativo.

A Kitty Hawk já é conhecida pelo projeto Cora, um “táxi voador” também com motorização elétrica que começou a ser testado no primeiro trimestre deste ano e que tem previsão de chegada ao mercado a partir de 2021. A empresa bancada pelo co-fundador do Google iniciou suas atividade em 2015 e conta atualmente com um time de renomados engenheiros com passagens pela NASA, Boeing e SpaceX.

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  1. “Uma hora”? Sei não…tendo a duvidar. Se for vendido como experimental nos EUA, tende a ser enquadrado como “Experimental Ultra Light Aircraft” e as exigências de treinamento serem as mesmas, i.e. “driver’s license” mais as horas (13+, se não me engano). Se homologar, é enquadrado no 14 CFR Part 23 e aí tem que ter licença de “Private Pilot” (prova teórica + medical 2nd ou 3rd class + 35-40h + cheque prático). Mas pode ser que – se ninguém rachar os cornos no solo ou na água – flexibilizem um pouco os requisitos.

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