A Força Aérea dos EUA (USAF) revelou nesta semana que enviou uma solicitação classificada aos fabricantes de aeronaves do país para receber propostas para o desenvolvimento de engenharia e fabricação para a Plataforma de Domínio Aéreo de Próxima Geração (NGAD na sigla em inglês).

Trata-se de um caça de 6ª geração que deverá substituir o Lockheed Martin F-22A Raptor como principal avião de combate furtivo da USAF.

Segundo o serviço, a intenção é fechar um contrato já em 2024. A solicitação é o início formal do processo de seleção do fornecedor graças à definição dos requerimentos da aeronave, obtidos em ensaios secretos realizados nos últimos anos.

A Força Aérea, inclusive, fez voar uma aeronave conceitual e que incorpora os elementos estudados para o futuro caça. Não se sabe ainda quais fabricantes participaram dessa fase.

“A plataforma NGAD é um elemento vital da família de sistemas Air Dominance, que representa um salto geracional em tecnologia sobre o F-22, que ela substituirá”, disse o secretário da Força Aérea Frank Kendall.

"O NGAD incluirá atributos como letalidade aprimorada e a capacidade de sobreviver, persistir, interoperar e se adaptar no domínio aéreo, tudo em ambientes operacionais altamente contestados. Ninguém faz isso melhor do que a Força Aérea dos EUA, mas perderemos essa vantagem se não avançarmos agora," acrescentou.

Ilustração de um suposto caça de 6ª geração divulgada pela USAF (USAF)
Ilustração de um suposto caça de 6ª geração divulgada pela USAF (USAF)

Capacidade de ataque ao solo

O futuro super caça de 6ª geração será projetado e fabricado com uso de ferramentas digitais e fazendo uso de uma plataforma de arquitetura aberta, capaz de ser atualizada com tecnologias inovadoras.

Embora o comunicado não cite para quais empresas o requerimento foi enviado, é natural que elas sejam a Lockheed Martin, Boeing e Northrop Grumman, fabricantes que forneceram os mais recentes aviões de combate dos EUA.

Em paralelo, a USAF também estuda um novo motor sob o programa Next Generation Adaptive Propulsion (NGAP), com a participação da Pratt & Whitney e da General Electric.

O abate do balão chinês exigiu o uso de um oneroso aparato militar, com aviões de vigilância e caças F-22 (USAF)
O abate do balão chinês exigiu o uso de um oneroso aparato militar, com aviões de vigilância e caças F-22 (USAF)

Um aspecto interessante do NGAD foi confirmado pela força aérea, a capacidade primária de ataque terrestre desde o início do conceito.

“A plataforma NGAD é uma das muitas capacidades de combate críticas que permitirão missões antiaéreas com a capacidade de atacar ameaças aéreas e terrestres para alcançar a superioridade aérea e apoiar a Força Conjunta”, afirmou a USAF.

Acredita-se que o caça surgido do programa NGAD deva entrar em serviço até o final da década.