Tucano pode substituir veterano avião de guerra dos EUA

Aeronave de ataque da Embraer é cogitada para substituir o “caçador de tanques” A-10
A Nigéria caminha para se tornar o 15º país a operar o Super Tucano (FAB)
O Super Tucano entrou em operação com a FAB em 2003 (FAB)
O Super Tucano é uma aeronave especializada em ações de ataque ao solo (Embraer)
O Super Tucano é uma aeronave especializada em ações de ataque ao solo (Embraer)

Um dos mais importantes aviões da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), o modelo de ataque ao solo Farchild Republic A-10, está chegando ao limite de sua vida-útil e em breve será aposentado. E um dos candidatos para substituí-lo é o Embraer A-29 Super Tucano.

Segundo o site Flight Global, o Super Tucano é uma das alternativas estudadas pela USAF no projeto de aquisição de um nova aeronave de “apoio aéreo aproximado” (CAS – Close Air Support) – avião de ataque ao solo que auxilia ações terrestres, como combates contra guerrilhas e tanques..

Outro candidato ao posto do A-10 é o Beechcraft AT-6 “Wolverine”, fabricado nos EUA e com características semelhantes às do avião da Embraer. Ambos têm motores turbo-hélice e podem ser equipados com um variado leque de sensores e armamentos “inteligentes”.

De acordo com o artigo, o comando militar dos EUA busca uma solução com custos operacionais menores, por isso a sugestão de substituir o A-10, com motores a jato, por modelos turbo-hélice, de manutenção mais baixa e menor consumo de combustível.

Apesar do tremendo poder de fogo, os A-10 já estão no final da vida-útil (USAF)
Apesar do tremendo poder de fogo, os A-10 já estão no final da vida-útil (USAF)

Outra opção, desta vez com motor a jato, pode ser um avião de ataque derivado do programa T-X da USAF, que prevê o desenvolvimento de uma aeronave de treinamento avançado. No entanto, essa solução pode demorar e custar caro. O T-X deve ser concluído somente em 2024.

A USAF também estuda adaptar alguns dos caças do arsenal atual, como os modelos F-15 Eagle e F-16 Falcon, além do novo F-35, para a função do A-10. Porém, essa alternativa também pode apresentar altos custos operacionais, sobretudo com combustível.

A substituição do A-10, que já participou de conflitos no Iraque, Afeganistão e Balcãs, deve acontecer entre 2018 e 2022. A aeronave, também chamada de “Thunderbolt II” e “Warthog” (na versão mais avançada, de 2007), entrou em operação com a USAF em 1977.

Entre 1972 e 1984, foram produzidos 716 unidades do A-10 e quase 300 exemplares continuam em operação com as forças armadas dos EUA.

Super Tucanos montados nos EUA já estão em operação no Afeganistão (USAF)
Super Tucanos montados nos EUA já estão em operação no Afeganistão (USAF)

Tucano norte-americano

O Super Tucano citado pelo site americano é a versão montada pela Sierra Nevada Corporation (SNC), fabricante norte-americana parceira da Embraer na área de defesa. Os primeiros A-29 montados nos EUA entraram em operação recentemente com a força aérea do Afeganistão e o Líbano será o próximo cliente.

Peças da aeronave produzidas em instalações da Embraer são enviados para Jacksonville, na base da Sierra Nevada, e os componentes importados, como motores e equipamentos eletrônicos, são enviados diretamente para a linha de montagem final nos EUA.

Como anunciou a publicação, a USAF deve tomar a decisão de aposentadoria e substituição dos veteranos A-10 no prazo de cinco anos.

Airway TV: Embraer apresenta nova geração do E190

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José António da Silva
José António da Silva
6 anos atrás

Motivo de orgulho, um produto brasileiro conquistando espaço em um mercado extremamente nacionalista e de proporções gigantescas como o mercado militar americano.

jose augusto burattini
6 anos atrás

Isso comprova a competencia dos nossos engenheiros aeronauticos, o ITA sempre foi motivo de orgulhor para nos brasileiros que gostamos de aviação.

ivan
ivan
6 anos atrás

Essa matéria precisa ser contextualizada. Um A-29 substituir o A-10 é como uma moto substituir um caminhão. O A-10 é virtualmente insubstituivel. É o conceito de CAS que está mudando, e será dividido entre aeronaves distintas e heterogêneas. O A-10 faz o que ninguem faz em termos de ataque ao solo, e tem o carinhoso apelido de “tanque voador”. Os covardes do estado islâmico são evaporados quando o “javali” aparece.

UZERLANDIO PASSOS DE CARVALHO
UZERLANDIO PASSOS DE CARVALHO
6 anos atrás

Orgulho ?. O Super Tucano em pauta são os montados nos EUA e não no Brasil.

Marcos
Marcos
6 anos atrás

Acredito que o tucano perca essa briga!Não pela tecnologia empregada no avião e sim pelo nacionalismo americano!

Wagner Santos
Wagner Santos
6 anos atrás

O A-10 é literalmente um avião construido em volta de um canhão, o GAU-7 que é o mais poderoso a equipar uma aeronave. Assim o A-10 não tem substituto pois nunca foi avião de contra insurgência e sim um anti blindados poderoso ao extremo, demais para os dias de hoje. Sairá de cena e colocarão um avião de baixo custo para ataques leves. Os blindados e tanques serão alvo para os Apache Longbow, e mesmo infantaria mecanizada leve.

Andre
Andre
6 anos atrás

Espero que a decisao do governo federal de nao comprar cacas de fabricacao americana nao acabe ‘melando’ o negocio. Nao sei porque mas o Brasil nao perde chance p/ se afastar da maior potencia do planeta sempre quando pode.

Ulisses
Ulisses
6 anos atrás

UZERLANDIO PASSOS DE CARVALHO – O projeto é brasileiro. A Audi fabrica carros no Brasil, mas todo mundo sabe que são carros alemães, compreendes..?

Souto
Souto
6 anos atrás

A questão se dá não só pela configuração da aeronave. O A-10 é um avião robusto, porém, antiquado em relação ao Super Tucano. Ademais, a construção dessa aeronave se deu para combate em um cenário de gerra fria, ou seja, para combater tanques russos. Na guerra de insurgência é comparável a utilizar uma bazuca para alvejar uma mosca. Nisso o ST é mais eficiente, leve, e com tecnologia embarcada superior. A Colômbia que o diga. A precisão do ataque noturno a grandes altitudes dizimou o líder das FARC e assustou os americanos.

MAURO PERSSET
MAURO PERSSET
6 anos atrás

Muito bom! fabricados lá na américa do norte ou aqui na américa do sul, quantos SUPER TUCANOS A-29 , eles vão querer, temos que nos programar , muitas peças são importadas, por isso dependemos de terceiros para atender está demanda.
Acho ainda que teremos que capacitar mais engenheiros, dependendo da quantidade de aviões que for encomendado, acredito que será uns 300 (trezentos) com opção de mais 300 (trezentos).

Ricardo Vilas Boas
Ricardo Vilas Boas
5 anos atrás

Brasileiro e burro e idiota mesmo… compramos todas as porcarias que eles fabricam e vendem e já vem de navio e avião montados das fabricas nos EUA e ao invés da gente montar e a fabricar todas as peças de aviônica inclusive o motor aqui a gente vai fazer que nem as mineradoras que vendem o minério a matéria prima mas não fabrica nada aqui… que vergonha. #brasileumpaisquenaoenaçao

Alex
Alex
5 anos atrás

Cada comentário! Business, business, business. Quanta coisa não montamos por aqui? Carros, caminhões, computadores, navios e muitas outras! Como dito acima, claro que o ST não substitui o A-10 em poder de fogo. Mas que mostra um certo respeito pelo lado gringo pelo vetor brasileiro,isso mostra. Se fosse porcaria não o comprariam. Tem que ser bom, naquilo para qual foi construído. E passamos na prova. O resto é negócio. Bem verdade que muitas vezes não sabemos nos impor. Mas não se esqueçam. Caças da SAAB, também serão montados aqui, subs franceses e por aí vai. O que precisamos mesmo é definir quais nações serão nossos parceiros estratégicos no segmento de defesa e mandar ver. Mas isso tá difícil…

Sydnei
Sydnei
5 anos atrás

Permitam a um manicaca perguntar: por que o Super Tucano é tão lento? Estou em Porto Velho e eles voam todos os dias por aqui. É lindo vê-los passando, mas tão devagarzinho. Compara com outro produto da própria Embraer: Embraer 195 (190-200), codificação ICAO E195, é um avião a jato com capacidade máxima para 124 passageiros, fabricado no … Velocidade máxima, 1 077 km/h (581 kn). Velocidade máx. em Mach, 0.82 Ma.
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