Ucrânia está de olho no “Javali”, o poderoso avião de ataque A-10 dos Estados Unidos

Aeronave de apoio aéreo aproximado da Força Aérea dos EUA nunca foi exportada e é conhecida pelo seu enorme poder de fogo para destruir blindados
A-10 Thuderbolt (USAF)

A Ucrânia está perto de receber seus primeiros caças F-16 Fighting Falcon, repassados por algumas forças aéreas europeias, mas a cúpula militar do país já está de olho em outra aeronave militar dos EUA, o avião de ataque A-10 Thuderbolt II.

De acordo com a Reuters, o coronel-general Oleksandr Syrskyi, comandante das forças terrestres ucranianas afirmou que o A-10 seria fundalmental para apoir a infantaria e lançar mísseis de cruzeiro de longo alcance.

“Eu falaria sobre os A-10 como uma opção se eles nos fossem dados… esta não é uma aeronave nova, mas uma máquina confiável que já provou seu valor em muitas guerras”, disse Syrskyi.

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Ao contrário do F-16, cuja missão principal deverá ser a de manter as aeronaves russas distantes do território ucraniano, além de missões de ataques eventuais, o A-10 pode operar próximo ao campo de batalha já que voa a uma velocidade baixa e é bastante eficiente em virtude da sua blindagem em titânio e do poder de fogo.

O mítico A-10 Thunderbolt II: novas asas (USAF)

Javali

Conhecido como “Warthog” (Javali, por conta do visual estranho), a aeronave da Farchild Republic foi desenvolvida na década de 70 para substituir um antigo avião a pistão, o Douglas A-1 Skyraider, usado até por volta da Guerra do Vietnã.

Em vez de velocidade supersônica e um projeto sofisticado, o A-10 foi concebido com asas sem enflechamento e motores em suportes externos na cauda formada por dois estabilizadores verticais.

O potente canhão de 30 mm em ação (USAF)

Mas o grande desafio do projeto foi carregar a bordo o maior canhão já instalado em uma aeronave desse porte, o GAU-8 Avenger, de 30 mm.

Única cliente do A-10, a USAF recebeu pouco mais de 700 aeronaves ao longo de 12 anos de produção e o modelo permaneceu como um valioso ativo até pouco tempo atrás.

No entanto, a Força Aérea já iniciou há algum tempo sua aposentadoria gradual prevista para 2029, restando atualmente cerca de 270 jatos em serviço, segundo o World Air Forces 2024.

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  1. o Brasil poderia adiquirir alguns no sistema de transferência de equipamentos, principalmente para atuarem no norte e no sul, como proteção de fronteira.

  2. É um monstro para destruir veículos blindados, mas a questão são os custos envolvidos.
    Hoje acredito ser mais viável e barato ter dezenas de operadores de drones FPVs kamikazes num único ponto de atrito do que um único A-10 fazendo o mesmo trabalho.
    Mesmo assim se a Ucrânia recebesse o A-10 nenhum russo seria louco de querer bater de frente com ele na guerra.

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