Uganda Airlines anuncia encomenda de 10 jatos da Boeing
Acordo inclui oito modelos de passageiros, provavelmente Boeing 787-9, além de dois cargueiros
A Uganda Airlines assinou um acordo para aquisição de 10 aeronaves da Boeing após um período marcado por interrupções operacionais e falta de aviões.
O acordo foi assinado em 10 de junho, na presença do presidente Yoweri Museveni, e prevê oito aeronaves de passageiros e dois cargueiros: um Boeing 767 convertido e um Boeing 737 Boeing Converted Freighter (BCF). Segundo a imprensa local, o pacote está avaliado em cerca de US$ 1 bilhão.
A Uganda Airlines não detalhou quais modelos de passageiros fazem parte do acordo. No entanto, reportagens locais indicam que as aeronaves terão 294 assentos, capacidade compatível com o Boeing 787-9. Imagens divulgadas pela companhia junto ao anúncio mostram um Boeing 787 e um Boeing 737 MAX, embora a Boeing não tenha confirmado publicamente os modelos incluídos no contrato.
Autoridades informaram que as entregas começarão com quatro aeronaves de passageiros, antes da introdução dos demais aviões. Não há cronograma divulgado para as entregas.
Membros do governo de Uganda, da companhia aérea e da Boeing durante a assinatura do acordo. (Uganda Airlines)
O acordo deve transformar significativamente a frota da Uganda Airlines, que atualmente opera quatro jatos regionais CRJ900, um Boeing 737-800 e dois Airbus A330-800neo.
O A330-800 é uma versão mais curta da família A330neo e só obteve oito pedidos firmes, com a Uganda Airlines recebendo duas aeronaves entre o final de 2020 e o início de 2021.
A companhia enfrentou sérios problemas operacionais nos últimos meses. Um dos A330-800 estaria armazenado em Entebbe desde janeiro, enquanto dificuldades de manutenção e falta de peças contribuíram para interrupções em rotas de longo curso.
O primeiro A330-800 da Uganda Airlines (Airbus)
Em fevereiro, a companhia suspendeu voos para destinos como Londres, Mumbai e Lagos após problemas técnicos afetarem parte da frota. Posteriormente, a Uganda Airlines arrendou um Boeing 787 da Ethiopian Airlines para manter algumas operações internacionais.
As dificuldades ocorreram em meio a mudanças na gestão da empresa. O presidente Museveni destituiu a CEO Jennifer Bamuturaki no início do ano, após críticas sobre desempenho financeiro, confiabilidade operacional e questões de governança.
A aquisição das aeronaves integra um esforço apoiado pelo governo para estabilizar e expandir a companhia. Autoridades ugandesas já aprovaram recursos adicionais para novos aviões e lançamento de rotas internacionais.