O 737 MAX 8 tem capacidade para transportar até 175 passageiros (Boeing)

Quase 400 jatos 737 MAX estão proibidos de voar desde março de 2019 (Boeing)

Em um importante passo para devolver o Boeing 737 MAX ao serviço, a agência reguladora de aviação civil dos EUA (FAA) publicou na última semana uma lista revisada com o requisitos que deverão ser adotados pela aeronave, que permanece aterrada no mundo todo desde março. Isso, porém, ainda não significa que o jato está pronto para retornar aos voos comerciais.

O documento divulgado pelo FAA indica novas regras para as operações do MAX, assim como as adaptações que deverão ser efetuadas na aeronave. A proposta está aberta para novas novas sugestões ficará disponível para consulta pública por 30 dias. Após esse período, a agência norte-americana deve iniciar os testes de voo para a recertificação da aeronave.

“Este é um sinal positivo da abordagem tomada pela aérea para garantir o retorno seguro do 737 Max ao serviço” disse o porta-voz da Boeing, Paul Bergman, à agência Bloomberg.

A Boeing está finalizando a auditoria sobre as alterações no software de controle de voo MCAS (Sistema de Aumento de Características de Manobra). O mal funcionamento desse equipamento é apontado como o principal responsável pela queda dos 737 MAX 8 das companhias Lion Air e Ethiopian Airlines, que juntos deixaram um total de 346 mortos em menos de cinco meses.

A fabricante também está revisando outros componentes no 737 MAX, como é o caso da instalação de mais um computador de controle de voo, cuja principal função será monitorar o funcionamento do primeiro. Essa alteração dará ao jato da Boeing um maior nível de redundância.

“A FAA propõe que os dois computadores de controle de voo são necessários, o que reflete a nova arquitetura de software da Boeing”, diz o documento da agência norte-americana. Sendo assim, os operadores só poderão recolocar o 737 MAX em serviço quando o segundo computador de voo for instalado.

Por hora, a consulta pública sobre os novos requisitos para o 737 MAX é um movimento isolado do FAA. Esse mesmo processo também deverá ser realizado por agências de aviação civil de outros países, como a EASA na Europa e a ANAC no Brasil.

Apesar do novo avanço para recertificar o 737 MAX, previsto para ser concluído até janeiro de 2020, o FAA ainda não cravou uma prazo para o retorno da aeronave ao mercado.

Mesmo ainda sem um horizonte definido sobre a liberação da aeronave, algumas companhias aéreas já começaram a remarcar seus voos com o 737 MAX para março do próximo ano. É o caso da American Airlines e Southwest, nos EUA, e da panamenha Copa Airlines, que inclusive já marcou o retorno da aeronave em voos para o Brasil.

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