Air France vai desativar frota de Boeing 747 em 2016

Companhia aérea francesa foi uma das primeiras a investir no enorme jato, em 1970
A Air France ainda opera quatro jatos Boeing 747-400 configurados para transportar 432 passageiros (Air France)
A Air France ainda opera quatro jatos Boeing 747-400 configurados para transportar 432 passageiros (Air France)
A Air France ainda opera quatro jatos Boeing 747-400 configurados para transportar 432 passageiros (Air France)
A Air France possui quatro Boeing 747-400 configurados para transportar 432 passageiros (Air France)

A Air France não vai mais voar com o Boeing 747. A companhia aérea francesa anunciou nessa quarta-feira (10) que vai desativar os quatro Jumbos que restam em sua frota em 2016. O último voo comercial da aeronave com a empresa já está até programado: o jato vai se despedir no dia 11 de janeiro, na rota Cidade do México – Paris.

A companhia também vai realizar um voo de despedida na França, no dia 14 de janeiro. O voo, que recebeu o número “AF747”, vai decolar com passageiros convidados do aeroporto Charles de Gaulle, na capital francesa, sobrevoar os principais marcos da cidade e em seguida retornar.

A Air France, ao lado da extinta Pam Am, foi uma das primeiras companhias aéreas a receber o Boeing 747, em 1970. Nesses 45 anos, a empresa operou 52 Jumbos de diferentes versões. A companhia voou com todas as versões do 747, com exceção das séries 747 SP e o 747-800, a versão mais recente do jato de longo curso da Boeing – que os franceses rejeitaram.

Os últimos Jumbos da Air France, modelos da série 747-400, serão substituídos a princípio pelo Boeing 777-300ER, jato com menor capacidade de passageiros, mas com custos de operação e manutenção mais baixos. Além disso, a companhia definiu que o Airbus A380 será o seu único jato de grande porte – a empresa opera 10 modelos A380 e tem mais dois encomendados.

Gigantes em queda no mercado

Com os altos preços dos combustíveis e diminuição da ocupação das aeronaves, jatos de grande porte estão perdendo espaço no mercado. O 747-800, por exemplo, nem de longe está conseguindo repetir o desempenho de vendas das séries anteriores. A versão mais recente do Jumbo, lançada em 2008 , teve pouco mais de 100 pedidos até o momento, enquanto o modelo anterior, o 747-400, passou das 600 unidades entregues em 20 anos.

O panorama atual da aviação comercial de longo curso é mais adequado às aeronaves com dois motores, como o Boeing 787 e o Airbus A350. Esses jatos, que comportam até 320 passageiros, acompanham melhor a demanda de ocupação e assim têm mais chances de serem rentáveis. O 747, com quatro turbofans, gasta mais combustível e tem maiores chances de decolar parcialmente vazio, o que causa enormes prejuízos às companhias aéreas.

A Air France possui 10 jatos Airbus A380 e espera por mais dois exemplares (Air France)
A Air France possui 10 jatos Airbus A380 e espera por mais dois exemplares (Air France)

Mas esse problema não é exclusivo do Boeing 747. O Airbus A380, atualmente o maior avião de passageiros do mundo, também é outro “gigante” que está enfrentando dificuldades para emplacar no mercado. Caro na hora da compra e mais ainda para operar, o jato da Airbus está se tornando um problema para algumas empresas, que não conseguem balancear a demanda de ocupação com os custos da aeronave, que pode voar com mais de 400 passageiros a bordo.

O A380, por outro lado, está ganhando do 747 nesse conturbado nicho da aviação com uma larga vantagem. O modelo da Airbus tem 317 encomendas, contra 121 pedidos pelo Jumbo. As duas fabricantes, no entanto, não conseguiram vender uma única unidade de seus jatos de grande porte neste ano – os últimos pedidos pela dupla foram realizados em 2014.

Veja mais: Boeing 747 SP, o “Baby Jumbo”

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  1. E assim vão definhando os quadrimotores, primeiro o A340, logo o 747…o A380 tem ainda bastante apelo em rotas asiáticas, onde passageiro é o que não falta, mas não deixa de ser um nicho de mercado bastante específico.

  2. É… a tendência é o domínio dos aviões pequenos mas de grande alcance… e isso é bom. A Airbus já está tendo bastante dificuldade com o A380, espero que compense o projeto, e ela venda umas 500 aeronaves pelo menos e o programa se mantenha.

  3. A torre de comando elevada de um Jumbo é absolutamente singular, a meu ver muito mais elegante do que a solução encontrada pelo A380. Mas basta verificar no flightradar24 a quantidade de grandes aeronaves nas rotas entre Europa-Oriente Médio-Ásia, para ver que ainda há um mercado, menor sem dúvida, para este tipo de aeronave.

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