Airbus e Pratt & Whitney afirmam que os problemas de motor que vêm afetando a frota do Airbus A220 nos últimos anos devem desaparecer em grande parte até o final de 2026, após uma queda acentuada no número de aeronaves paradas devido ao motor PW1500G.
Guillaume Chevasson, chefe do programa A220 e CEO da Airbus Canada, declarou que a crise de aeronaves em solo (AOG) está praticamente superada. Segundo a Airbus, apenas 2% a 3% dos A220 estacionados permanecem fora de serviço por questões relacionadas ao motor, contra cerca de 17% da frota global no final do ano passado.
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O A220 foi um dos programas mais impactados pelos problemas de confiabilidade do GTF da Pratt & Whitney, já que conta com apenas uma opção de motor. Em comparação, operadores da família Airbus A320neo podem escolher entre o PW1100G e o concorrente CFM LEAP. Os E190-E2 e E195-E2 da Embraer também utilizam motores GTF da Pratt & Whitney, mas o fabricante brasileiro enfrentou menos interrupções operacionais.
Diversas companhias aéreas tiveram dificuldades para manter suas frotas de A220 em operação. A Swiss chegou a retirar temporariamente toda a frota de A220-100 para que os motores pudessem ser usados nos A220-300. A EgyptAir optou por retirar o modelo de sua frota, enquanto a airBaltic alertou repetidamente que as aeronaves paradas afetavam suas finanças. A ITA Airways também buscou compensação da Pratt & Whitney após vários A220 ficarem indisponíveis por longos períodos.

A escassez de motores impactou o programa A220 mesmo quando a aeronave completou dez anos de operação comercial. A Airbus ainda não conseguiu tornar o programa lucrativo e, no início deste ano, reduziu a meta de produção para 2026 para 12 aeronaves por mês, em parte devido à disponibilidade de motores.
A Pratt & Whitney ampliou a capacidade de manutenção e implementou melhorias técnicas para reduzir o tempo de permanência dos motores nas oficinas e devolver mais unidades ao serviço. Airbus e a fabricante de motores esperam que essas medidas eliminem as paralisações do A220 relacionadas ao GTF antes do final do ano.



