A Airbus tem cerca de 60 jatos comerciais 'planadores', como são apelidados os jatos que aguardam pela entrega de motores em suas fábricas.
A crise na cadeia de suprimentos tem atrapalhado a expansão da linha de montagem da fabricante, que só entregou 306 aviões no primeiro semestre.
Ainda assim, a Airbus reafirmou sua meta de entrega de 820 até o final de 2025.
Questionado sobre a fila de espera por motores, o CEO da empresa, Guillaume Faury afirmou que o número exato de aeronaves varia a dia a dia e que a Pratt & Whitney tem agora mais motores pendentes que a CFM.
No entanto, Faury garantiu que as duas fabricantes irão zerar essa diferença até o final do ano.

"Não há gargalos nas entregas, o que existe são questões de documentos faltantes ou financiamento e restrições técnicas. O fluxo de produção é limitado, já as entregas podem subir e descerem", disse o CEO.
A Airbus tem passado por várias atribulações em sua produção, seja com os turbofans, seja com as complicações com aeroestruturas fabricadas pela Spirit Aerosystems, que está sendo desmembrada e assumida por ela e pela Boeing.
Recentemente outro sintoma preocupante surgiu quando a American Airlines recebeu seu primeiro A321XLR, mas não pode levar a aeronave para os EUA já que os assentos não ficaram prontos a tempo.
A empresa tem agora que enfrentar uma ameaça de greve na unidade de Broughton e Filto,n no Reino Unido, que produzem as asas de seus jatos.
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