American Airlines decide antecipar aposentadoria de seus 767 para maio

Companhia aérea também retirará os Boeing 757 de serviço até 2021. Menos eficientes, jatos serão substituídos pelos A321XLR e 787
A American já teve uma das maiores frota do 767, mas hoje restam apenas 16 aviões (Grant Wickes)
A American já teve uma das maiores frota do 767, mas hoje restam apenas 16 aviões (Grant Wickes)

A American Airlines confirmou que irá aposentar todos os seus Boeing 767 até o final de maio e os 757 até 2021. A informação foi revelada em meio ao anúncio de que a companhia aérea irá reduzir sua capacidade internacional a partir de abril. Os dois modelos, amplamente usados pela empresa no passado, serão substituídos pelos 787 Dreamliner e Airbus A321XLR, mais eficientes.

“Vamos acelerar a retirada de nossas aeronaves Boeing 757 e 767 restantes. Ao aposentar esses aviões mais antigos e menos eficientes de nossa frota mais cedo do que o planejado originalmente, evitaremos custos desnecessários com combustível e manutenção. A frota de 767 será retirada em maio de 2020 e os 757 remanescentes serão aposentados entre maio até o final do verão de 2021”, diz nota da American.

Atualmente, a American Airlines conta com 16 unidades do 767-300 e 35 do 757-200, mas já operou uma quantidade bem maior de ambos. Já passaram pela empresa outros 90 Boeing 767 e 143 757 desde sua introdução no início da década de 80.

Embora ainda tenha um número bastante grande de 737, a companhia tem ampliado a presença da família A320. A variante A321, de maior capacidade, já soma 235 aviões, 16 da série Neo. Já o 787 conta 42 unidades em serviço, 20 da versão 787-8 e 22 da 787-9.

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Os 757 devem ser aposentados até meados de 2021 (American)

Coronavírus influencia planos

O advento do surto de coronavírus no mundo e que afeta todo o tráfego aéreo motivou a American Airlines a acelerar a retirada desses aviões menos eficientes de serviço. A companhia anunciou nesta quinta-feira uma significativa redução na capacidade internacional, de 34% durante o verão no Hemisfério Norte e de 50% apenas em abril.

Os voos para a Europa serão mantidos por mais uma semana para permitir o retorno de passageiros que estavam em trânsito. Na América do Sul haverá a suspensão dos voos entre São Paulo e Dallas e Los Angeles e Dallas para Santiago do Chile. Os voos para a Argentina, por sua vez, serão todos até pelo menos 7 de maio.

A empresa americana também afirma que permitirá reembolsos e mudanças de voo durante o período afetado.

Aviões da American Airlines em Guarulhos: suspensão de voos para a América do Sul até início de maio

Veja também: Coronavírus: queda na demanda faz Latam reduzir voos internacionais

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