Apesar de pandemia, apenas 30 companhias aéreas encerraram atividades em 2020

Levantamento da CAPA, no entanto, prevê que muitas empresas acabarão fechando as portas neste ano por conta da falta de receita
Boeing 737 MAX - Air Italy
Air Italy (Simone Previdi)

Um dos setores mais afligidos pela pandemia do coronavírus, o transporte aéreo viu centenas de companhias aéreas balançarem após a queda brutal em receitas, causada pelo fechamento de milhares de rotas.

O panorama em 2020 parecia fazer crer que muitas delas não chegariam ao final do ano, porém, segundo a consultoria CAPA, apenas cerca de 30 empresas aéreas encerraram suas atividades, menos do que o apontado outra empresa, a Cirium, ainda no final de 2020.

“A surpresa, em um ano inimaginavelmente terrível, em que a capacidade internacional caiu para cerca de um décimo de seu nível anterior e muitas operações domésticas se saíram apenas um pouco melhor, foi que tão poucas companhias aéreas faliram”, afirmou a consultoria na sexta-feira, 5 de fevereiro.

Uma das razões apontadas é a ajuda governamental ou de acionistas para que essas companhias permaneçam vivas a despeito de a maior parte de seus aviões estarem no chão. A outra é que o mercado de ações e taxas de juros muito baixas acabaram facilitando que muitas empresas conseguissem rolar dívidas.

As que não conseguiram se manter em pé sozinhas recorreram à proteção contra falência, sobretudo na Justiça dos EUA. Foi lá que LATAM, Avianca e Aeromexico se apoiaram para renegociar suas dívidas com credores.

Da lista de 30 companhias aéreas que deixaram de existir no ano passado, a CAPA enumera oito empresas nos EUA, as mais notórias a Compass Airlines, Trans States e a ExpressJet Airlines, três da Alemanha e três canadenses.

Com foco em manter sua companhia aérea estatal ativa, o governo argentino incorporou a Austral à Aerolinas Argentinas enquanto a LATAM decidiu encerrar a filial no país.

Nenhuma das empresas aéreas, no entanto, possuía grande presença no mercado, com exceção da britânica Flybe, de forte atuação regional.

Apesar disso, o CAPA prevê que em 2021 a situação pode ser diferente e para pior. “há sinais muito claros de que as viagens de negócios e corporativas terão uma recuperação lenta, reduzindo o número de clientes valiosos que pagam tarifas mais altas, uma parte vital da receita das companhias aéreas tradicionais”, diz o artigo.

A esperança, segundo a consultoria, está na vacinação em massa, capaz de reduzir os efeitos do COVID-19 e possibiltar uma reabertura gradual das fronteiras. Até lá, resta saber quantas companhias aéreas ficarão pelo caminho.

Veja lista da CAPA:

Lista das 30 companhias aéreas que deixaram de existir em 2020 (CAPA)

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