A Boeing concluiu o voo final de certificação do 737 MAX 10, encerrando a campanha de ensaios em voo do maior integrante da família MAX após anos de desenvolvimento e atrasos regulatórios.
A última missão foi realizada com a aeronave de testes 1G003, que exibe a pintura da United Airlines e avaliou sistemas de cabine, incluindo o detector de fumaça do toalete e o sistema de comunicação com passageiros. A aeronave decolou e pousou no King County International Airport, em Boeing Field, Seattle.
Notícias relacionadas
Segundo a Boeing, a campanha de certificação envolveu 976 voos, mais de 2.060 horas de voo e aproximadamente 1.040 horas de testes em solo. O programa validou uma ampla gama de requisitos de certificação, incluindo o trem de pouso principal, frenagem em pista molhada, rejeição de decolagem com máxima energia, o sistema atualizado de proteção contra gelo do motor (EAI) e o sistema aprimorado de Ângulo de Ataque (eAoA).
O programa agora se concentra em concluir as revisões finais de garantia de desenvolvimento (DARs) e avaliações de segurança de sistemas (SSAs) antes de submeter a documentação final à Federal Aviation Administration (FAA) para análise regulatória.

A Boeing mantém a expectativa de certificar o 737 MAX 10 ainda este ano, com as primeiras entregas a clientes previstas para 2027.
O MAX 10 é a variante de maior porte e capacidade da família 737 MAX. Conforme a configuração da cabine, pode transportar até 230 passageiros e concorre com o Airbus A321neo. Até junho de 2026, a Boeing acumulava 1.533 encomendas firmes para o modelo.
A campanha de ensaios em voo também apoiou a certificação do sistema EAI atualizado e do novo sistema eAoA. A Boeing planeja introduzir ambas as modificações nas aeronaves 737 MAX recém-fabricadas e realizar retrofit em toda a frota em operação.




