Brasil pode exportar caças Gripen para a Colômbia, diz CEO da Saab

Fabricante sueca ofereceu 15 caças Gripen E/F à força aérea colombiana, que busca um substituto para os antigos Kfir
(SAAB)
Primeiro caça Gripen E da FAB em voo de teste na Suécia (SAAB)

Em busca de um novo avião de combate para equipar sua força aérea, a Colômbia pode comprar caças Gripen fabricados no Brasil, segundo declarações do novo CEO da fabricante sueca Saab, Micael Johansson, ao jornal Valor Econômico.

Em caso de vitória da fabricante sueca no programa de caças da Colômbia, Johansson disse que a indústria brasileira poderá servir como plataforma de montagem final e testes das aeronaves. A Saab está oferecendo a força aérea colombiana 12 caças Gripen E monopostos e três Gripen F, bipostos.

“A relação Brasil-Colômbia é muito boa e existe grande interação entre as forças aéreas dos dois países. Ainda temos que definir o modelo (de fornecimento), mas nós criamos a possibilidade de fazer a montagem final e os testes por aqui (no Brasil)”, disse o executivo, acrescentando que a Colômbia deve entregar um relatório sobre as propostas em junho.

A força aérea da Colômbia também analisa os caças Lockheed Martin F-16 e o Eurofighter Typhon, da Airbus. O novo caça escolhido pelos colombianos terá a incumbência de substituir os antigos Kfir da Israeli Aerospace Industries (IAI), em serviço no país desde 1989.

Segundo o cronograma da Força Aérea Brasileira (FAB), o primeiro Gripen deverá ser entregue à frota nacional em 2021 e o último, se não houver atrasos no programa, em 2026.

A FAB encomendou um total de 36 aeronaves (28 Gripen E e oito Gripen F), dos quais 15 unidades (oito modelo E e sete F) serão produzidos integralmente no Brasil, como parte do acordo de transferência de tecnologia firmado entre o governo brasileiro e a Saab – os demais aparelhos serão fabricados na Suécia.

A produção do Gripen “Made in Brazil” será concentrada na unidade da Embraer em Gavião Peixoto (SP). Outras empresas brasileiras que participam do projeto são a Akaer, AEL Sistemas e Atmos.

Veja mais: Marinha do Brasil confirma compra de “navios da Embraer”

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