O helicóptero de ataque AH-2 também pode ser empregado na interceptação de aeronaves de baixa performance (FAB)

O helicóptero de ataque AH-2 (Mi-35) podem parar na Líbia (FAB)

Uma operação triangular que envolve o Brasil, os Emirados Árabes Unidos e o Exército Nacional Líbio pode resultar no envio de helicópteros russos Mi-35 para a Líbia, afirma o site Intelligence Online. Comprados da Rússia como parte de um acordo para equilibrar a balança comercial entre os dois países, 12 helicópteros Mi-35 foram incorporados pela Força Aérea Brasileira na década passada e operam na Amazônia, porém, as aeronaves têm sofrido com baixa disponibilidade e problemas com reposição de peças.

Por essa razão, o governo brasileiro estaria negociando a venda do primeiro lote de seis helicópteros e que já eram usados pela Rússia. A operação envolveria também a Rosoboronexport, empresa russa especializada na exportação de equipamento militar, e financiada pelos Emirados Árabes Unidos.

O Exército Nacional Líbio é uma organização militar formada em 2014 pelo Marechal Khalifa Haftar com o objetivo de derrubar liderança islamistas no país. Desde o ano passado, a facção tenta tomar o controle da capital Trípoli após expulsar os grupos islâmicos de Bengazi, a segunda maior cidade da Líbia.

Pela complexidade e delicadeza da operação, é de se duvidar se esse negócio acabará sendo concluído, mas chama a atenção o fato de o governo brasileiro acabar de celebrar um acordo de parceria estratégia com os Emirados Árabes Unidos na semana passada. No texto, é citado justamente o fato de que ambos os países “compartilham o objetivo comum de promover a paz e segurança internacionais, a estabilidade e a prosperidade para todos”.

Exceção no inventário da FAB

Os Mi-35, batizados como AH-2 Sabre, são os únicos helicópteros de ataque em operação no Brasil. Foram despendidos US$ 326 milhões em 2008 para a aquisição das 12 unidades, mas só recebeu os primeiros três helicópteros em 2010 e os últimos, em 2015.

Eles equipam o esquadrão Poti, sediado em Rondônia e tem entre suas missões vigiar as fronteiras e combater o narcotráfico. A versão comprada pela FAB possui quatro pontos de fixação de armas e podem carregar mísseis guiados anti-tanque e casulos com foguetes de 80 mm. Além dessas armas, ele também pode carregar um canhão de 23 mm ou uma metralhadora de 7,62 mm.

Em post no Twitter, o Brigadeiro Batista Júnior, membro do alto comando da Aeronáutica, negou a afirmação do site: “Como Membro do Alto-Comando da FAB e seu Comandante Logístico, informo que não há qualquer negociação neste sentido”.

Os AH-2 Sabre são operados pelo Esquadrão Poti da FAB, baseado em Rondônia (FAB)

Os AH-2 Sabre são operados pelo Esquadrão Poti da FAB, baseado em Rondônia (FAB)

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