O Canadá participa do programa F-35, mas ainda não encomendou nenhuma aeronave (Divulgação)

O governo do Canadá recebeu na última semana três ofertas para substituir sua antiga frota de caças. Duas propostas vem dos EUA, com os modelos Lockheed Martin F-35 e o Boeing F/A-18 Super Hornet (modelos E e F), e a terceira da Suécia, com o Saab Gripen E.

As propostas enviadas pelos governos estadunidense e sueco são para substituir os CF-18A da Força Aérea Real do Canadá (Royal Canadian Air Force), aviões de combate derivados do F/A-18A Hornet. Os canadenses pretendem comprar 88 novos caças, cujas entregas devem começar em 2025.

A aquisição de novos jatos de combate é parte do plano Future Fighter Capability Project e o Canadá calcula que a compra dos caças e equipamentos associados deve ficar entre US$ 11 bilhões e US$ 14 bilhões (R$ 57,4 bilhões e R$ 73 bilhões, na cotação atual).

Segundo a ministra de serviços públicos e compras do Canadá, Anita Anand, “as propostas serão rigorosamente avaliadas em termos de capacidade, custo e benefícios econômicos”. As avaliações das aeronaves ofertadas deve ser concluída no primeiro semestre de 2021 e a definição sobre a compra será divulgada até o final de 2022, acrescentou Anita.

Defendendo seu produto, a Boeing diz que o F/A-18 Super Hornet são uma “escolha comprovada e acessível, que traria oportunidades garantidas sem paralelo à industria canadense”.

O Super Hornet é um dos aviões de combate mais avançados da atualidade (US Navy)

O Super Hornet é a segunda geração do F/A-18, desenvolvido originalmente pela McDonnel Douglas (US Navy)

“Selecionar o Super Hornet ajudará a (força aérea do Canadá) a atender às necessidades de suas missões, aproveitando a infraestrutura existente para reduzir o custo de manutenção de longo prazo da aeronave”, diz Jim Barnes, diretor da Boeing para vendas de caças no Canadá.

Para a Lockheed Martin, o Canadá tem sido “um parceiro valioso desde o início” do programa F-35 e “desempenha um papel integral na cadeia global de suprimentos” da aeronave. Apesar da participação ativa no desenvolvimento e produção de componentes, os canadenses há anos vêm se desviando sobre a possibilidade de também adquirir o caça de última geração.

Até o momento somente as forças aéreas da Suécia e do Brasil compraram o Gripen E (SAAB)

Por fim, a Saab comentou que o novo Gripen “foi projetado para operar em ambientes hostis e derrotar as ameaças globais mais avançadas. O sistema atende a todos os requisitos de defesa específicos do Canadá, oferecendo desempenho excepcional e recursos técnicos avançados”.

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