O PC-12 pode ser configurado para transportar 9 passageiros ou 2.890 kg de cargas (Divulgação)

Existem cerca de 120 empresas de táxi aéreo no Brasil que operam mais de 600 aeronaves (Pilatus)

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) autorizou as empresas de táxi aéreo a venderem assentos individuais em suas aeronaves. Elas também poderão operar até 15 frequências semanais para qualquer destino. A informação foi antecipada pelo jornal O Globo.

Segundo a publicação, a mudança na regra foi aprovada na terça-feira, 4, pela diretoria da ANAC como uma medida para estimular a aviação e ampliar os destinos atendidos em um momento em que as grandes companhias reduziram drasticamente a oferta de voos em virtude da pandemia de Covid-19.

O número de destinos atendidos pelas companhias aéreas regulares caiu de 161, em março, para 70 em abril. Em julho, a oferta subiu para 80 localidades, citou o jornal.

Pela regulamentação atual, empresas de táxi aéreo não podem oferecer frequências regulares e só podem vender o voo inteiro.

A nova regra da ANAC para o táxi aéreo terá duração de dois anos. Contudo, uma consulta pública foi aberta para discutir a possibilidade de tornar a medida permanente. Neste momento, a operação regular de táxi aéreo está restrita a aeronaves com até 19 assentos.

Em caso de cancelamento, a empresa de táxi aéreo tem que avisar o passageiro com pelo menos 24 horas de antecedência. E as regras de reembolso são as mesmas da aviação comercial.

Existem atualmente cerca de 120 empresas de táxi aéreo no Brasil que operam uma frota com mais de 600 aeronaves, entre jatos executivos, turboélices e helicópteros.

Veja mais: Embraer tira de linha os jatos executivos Legacy e Lineage