Companhia inglesa quer usar motores elétricos na fase de táxi

Alternativa para mover a aeronave durante os procedimento em solo pode poupar até 50 toneladas de combustível, prevê EasyJet
A EasyJet transportou mais de 64 milhões de passageiros em 2014 (EasyJet)
A EasyJet transportou mais de 64 milhões de passageiros em 2014 (EasyJet)
Segundo a EasyJet, a fase de táxi consome 4% do combustível usado em uma viagem de avião (Divulgação)
Segundo a EasyJet, a fase de táxi consome 4% do combustível usado em uma viagem de avião (Divulgação)

A companhia aérea britânica EasyJet Airlines, uma das maiores empresas “low-cost” do mundo, apresentou uma ideia que pode ajudar na redução do consumo de combustível de jatos comerciais. O projeto propõe utilizar motores elétricos durante a fase de taxiamento, procedimento realizado no momento em que o avião se dirige até a pista de decolagem e logo após o pouso, quando segue para a área de desembarque.

Com os motores a jato desligados durante essas fases, a companhia afirma que um avião com essa tecnologia poderia poupar 50 toneladas de combustível por ano. E para tornar o conceito ainda mais sustentável, a EasyJet sugere obter eletricidade a partir de geradores químicos e sistemas de freios regenerativos.

O gerador proposto pela companhia combina hidrogênio com oxigênio, processo químico conhecido como “eletrólise” e responsável por gerar eletricidade (e água pura como “resíduo”). Já os freios regenerativos tem o mesmo princípio dos carrinhos de “fricção”, que armazenam energia cinética em uma espécie de mola e a dispara no momento em que acionada – os carros de Fórmula 1 já tem esse recurso, o KERS.

A empresa britânica diz que é preciso um motor elétrico para cada conjunto de rodas do trem de pouso, além da instalação de baterias, o gerador de eletricidade e seus cilindros de hidrogênio e um tanque para armazenar a água eliminada no processo químico – que por sua vez pode ser reutilizada durante o voo.

Segundo dados da EasyJet, os procedimentos de taxiamento são responsáveis por consumir 4% do combustível utilizado durante uma viagem de seus aviões – a empresa opera jatos Airbus A319 e A320. A companhia calcula que essa quantidade de querosene consumido com a aeronave em solo seria o suficiente para mantê-la voando por mais 20 minutos.

Além de reduzir o consumo, a EasyJet também garante que o trem de pouso com motorização elétrica pode apresentar melhor controle em solo, o que ajudaria a agilizar a movimentação nos aeroportos e os processos de embarque e desembarque de passageiros.

A EasyJet transportou mais de 64 milhões de passageiros em 2014 (EasyJet)
A EasyJet transportou mais de 64 milhões de passageiros em 2014 (EasyJet)

Mais passageiros, menos combustível

A EasyJet traçou desafios ambiciosos para os próximos anos. Em cinco anos, a empresa planeja reduzir em 7% o consumo de combustível de sua frota de aeronaves (atualmente com cerca de 270 jatos) e em 15 anos esse número deve subir para 28%. Ao mesmo tempo, a companhia também planeja comprar mais aeronaves e inaugurar mais rotas, o que deve atrair ainda mais passageiros – a EasyJet é a terceira maior companhia low-cost do mundo.

A empresa inglesa se prepara para receber seus primeiros A320neo, que são até 20% mais eficientes que o modelo atual. O pedido da EasyJet, até o momento, compreende 36 jatos de nova geração.

A ideia do avião com motorização híbrida foi elaborada pelo engenheiro Iam Davis, da Universidades de Cranfield, no Reino Unido. O projeto participa do campeonato de novas ideias promovido pela companhia em celebração de seus 20 anos. O concurso pede ideias relacionadas ao tema: “Como serão as viagens de avião daqui 20 anos?”.

Veja mais: Conheça as maiores companhias “low-cost” do mundo

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