A Singapore Airlines foi o primeiro operador do A380, em 2007 (Airbus)

A Singapore Airlines voltou a vencer o World Airline Awards, maior premiação entre as companhias aéreas (Airbus)

As companhias aéreas brasileiras seguem distantes das primeiras posições do World Airline Awards, mais importante premiação da aviação comercial do mundo, realizada pela Skytrax com dados de mais de 20 milhões de viagens realizadas entre agosto do ano passado e maio de 2018. A melhor colocada da região é a Avianca, contando todas as suas filiais (além da brasileira, a pioneira colombiana, entre outras).

Ela é apenas a 51ª colocada na lista das 100 mais votadas – a vencedora na edição de 2018 foi a Singapore Airlines. Em 53º lugar está a Azul enquanto a LATAM, também incluindo todas as operações, conseguiu a 63ª posição – a Gol não apareceu entre as primeiras colocadas.

Os critérios analisados pela Skytrax vão do serviço a bordo, incluindo aí itens como a comida, as mensagens dos pilotos e comissários aos conhecimentos de outras línguas. Passam pelos serviços em solo e ferramentas no site e terminam com a análise do produto a bordo, ou seja, qualidade do assento, iluminação, limpeza, wi-fi, entretenimento, bebidas e comidas e até a quantidade oferecida.

Os participantes respondem as perguntas com notas de 1 a 5 para cada critério e são convidados pela Skytrax para votar. No entanto, a pesquisa só está disponível em seis línguas – inglês, francês, espanhol, chinês, russo e japonês.

Embora conceituado, o prêmio comete algumas distorções que podem comprometer uma análise mais justa sobre o resultado. Um exemplo vem da própria Avianca. A denominação se refere a mais de uma companhia aérea que, a despeito de pertencerem ao mesmo grupo, ainda têm uma atuação mais separada. Seria mais objetivo apresentar um dado separado entre as operações brasileira e colombiana, por exemplo.

Já no caso da LATAM, cuja estrutura hoje é mais integrada em suas várias filiais, as possíveis diferenças foram suprimidas na avaliação do grupo como um todo, porém, elas caminham para ter uma atuação unificada na região, o que justifica a análise geral.

Não é só. A Skytrax considera a companhia aérea Gol como “low-cost”, o que hoje é algo impreciso visto que ela não difere tanto assim de LATAM, Avianca e Azul. Ainda assim, as posições obtidas pelas principais companhias brasileiras demonstra que existe ainda um abismo para que algumas delas cheguem a figurar entre as mais bem avaliadas do mundo.

A Avianca oferece passagens aéreas com 21% de desconto na Black Friday (Divulgação)

A Avianca foi considerada a melhor companhia aérea da América do Sul (Divulgação)

Considerando a Avianca como um todo (sem saber qual o peso do braço brasileiro), a empresa praticamente manteve sua posição em 2017, onde havia sido a 50ª colocada. Já a LATAM caiu quatro posições, de 59º para 63º enquanto a Azul perdeu apenas uma posição (de 52º para 53º lugar).

Entre as conquistas das companhias sul-americanas, a Avianca levou o título de melhor sul-americana e por ter a melhor classe econômica da região. A Azul levou o prêmio de melhor equipe, melhor regional, melhor classe executiva e cabine mais limpa da América do Sul, além de melhor companhia aérea brasileira. Por fim, a LATAM foi escolhida como a que tem o melhor lounge de classe executiva na América do Sul. A Gol foi citada apenas na lista das melhores companhias low-cost sul-americanas na terceira posição.

Posição 2018 Companhia aérea País Posição 2017
Singapore Airlines Cingapura
Qatar Airways Catar
All Nippon Airways Japão
Emirates Airline Emirados Árabes Unidos
EVA Air Taiwan
Cathay Pacific China
Lufthansa Alemanha
Hainan Airlines China
Garuda Indonesian Indonésia 10º
10º Thai Airways Tailândia 11º
51º Avianca Colômbia/Brasil 50º
53º Azul Brasil 52º
63º LATAM Chile/Brasil 59º

Singapore de volta ao topo

Enquanto isso, no topo do ranking da Skytrax, a companhia aérea Singapore Airlines voltou a ser a primeira colocada após uma década. A empresa desbancou a Qatar Airways, que chegou em segundo lugar este ano e foi vencedora nos anos de 2011, 2012, 2015 e 2017. A vitória da companhia marcou o retorno das empresas do extremo Oriente após o domínio de empresas do Oriente Médio – apenas em 2014 a Cathay Pacific, de Hong Kong, quebrou essa sequência. Nesta edição chama a atenção a queda brusca da Etihad, companhia aérea de Abu Dhabi que passa por uma crise financeira. Ela caiu de 8º para po 15º lugar (veja ranking completo)

Por falar nisso, as primeiras companhias aéreas a não serem baseadas na Ásia como um todo foram a Lufthansa, com o 7º lugar, Qantas, da Austrália, em 11º lugar, seguida pela Swiss (12ª) e Austrian (16ª). A melhor companhia das Américas foi a Air Canada num distante 30º lugar. Como se vê, não são só as brasileiras que andam mal avaliadas no continente.

Veja também: Lufthansa é a única companhia aérea 5 estrelas na Europa

Brasil e Equador não contam atualmente com voos comerciais diretos; maior parte faz escala no Peru (GOL)

Embora tenha um serviço semelhante a outras brasileiras, a Gol foi considera low-cost pela Skytrax (GOL)