EgyptAir vende seus 12 Airbus A220-300 para empresa de leasing

Maior parte das aeronaves está sem voar há meses em meio a problemas com motores Pratt & Whitney. Jatos rivais da Embraer estrearam na empresa egípcia em 2019
Airbus A220-300 da EgyptAir (Mztourist)

A EgyptAir desistiu de voar com seus jatos Airbus A220 após menos de cinco anos de tê-los recebido. Nesta quinta-feira, 1º de fevereiro, a empresa de leasing Azorra anunciou ter fechado a aquisição dos 12 aviões com a companhia aérea egípcia.

As aeronaves que são rivais da família E2, da Embraer, foram recebidas a partir de 2019 mas a maior partes delas está sem voar há meses, supostamente por problemas com os motores Pratt & Whitney PW1500G (GTF).

O turbofan tem apresentado um acúmulo de pó metálico, que pode interferir em seu funcionamento. A fabricante já sabe como corrigir a falha, porém, o cronograma de reparo tem demorado muito diante de tantas aeronaves, sobretudo da família A320neo.

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Segundo a Azorra, os 12 A220 já teriam passado por uma revisão enquanto a EgyptAir indicou que pretende focar em aeronaves maiores.

Investimento em aviões maiores

“Nossas fortes parcerias com a Airbus e a Pratt & Whitney foram fundamentais para facilitar esta transação criativa. Estas aeronaves jovens e bem conservadas, com motores Pratt & Whitney recentemente revisados e atualizados, têm uma forte procura no mercado e são muito atrativas para a crescente base de clientes da Azorra”, disse John Evans, CEO da Azorra.

“Valorizamos muito a criatividade demonstrada pela Azorra. Estamos gratos à equipa pelo empenho que levou a uma transação tão bem-sucedida”, acrescentou o Yehia Zakria, CEO da EgyptAir Holding.

Um E170 da extinta EgyptAir Express: aviões brasileiros também deram adeus à empresa (Timo Breidenstein/CC)

A empresa aérea de bandeira egípcia tem fechado encomendas de aeronaves maiores como o Airbus A321neo e também o Boeing 737 MAX e Airbus A350, estes último anunciado no Dubai Airshow de 2023.

Tempos atrás, a EgyptAir também vendeu seus E-Jets da Embraer, quando encerrou a operação da sua subsidiária regional.

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