Enquanto não compra o KC-390, Força Aérea Argentina se reforça com Boeing 737

Boeing 737-700 multimissão deve substituir os antigos Fokker F28 da FAA
Boeing 737-700 “Islas Malvinas” em processo de pintura (Pucará Defensa)

A Força Aérea Argentina (FAA) deve receber neste mês um importante reforço em sua frota de transporte, um Boeing 737-700. De acordo com o site argentino Pucará Defensa, o jato deve chegar ao país entre os dias 19 e 21 de abril.

Uma fotografia divulgada pela publicação mostra a aeronave sendo pintada com o padrão de cores da “I Brigada Aérea”, grupo da FAA que cumpre missões de transporte, busca e resgate e apoio antártico, baseado em El Palomar, na província de Buenos Aires. Como mostra a imagem, o avião será identificado com o registro “T-99” e batizado como “Islas Malvinas” (Ilhas Malvinas). O serviço está sendo executado no México.

A aquisição do 737-700 foi anunciada pela FAA no fim do ano passado. Trata-se de uma aeronave de segunda mão, entregue ao seu primeiro operador, a Ethiopian Airlines, em 2004. O avião ainda serviu com a companhia aérea escandinava SAS e posteriormente foi vendido à empresa de leasing Aero Capital Solutions, que por sua vez o revendeu aos argentinos.

A FAA vive um momento de carência por aeronaves de transporte, que acabou ainda mais evidenciado durante a pandemia da Covid-19. Atualmente, a I Brigada Aérea conta com cinco aeronaves C-130H Hercules (incluindo dois KC-130H e um L-100-30). O grupo de transporte ainda conta com dois antigos jatos Fokker F28 Fellowship, que estão próximos de serem aposentados.

Como relata a publicação, mais adiante novo Boeing 737 da Argentina deve ser convertido para a versão “Combi”, com uma porta de carga instalada na fuselagem, tal como os F28 da FAA.

Vale lembrar que a FAA a é uma das interessadas em adquirir a aeronave multimissão Embraer KC-390, embora não tenha oficializado pedidos. A Argentina é um dos parceiros estratégicos no programa de desenvolvimento da aeronave, que também tem a participação da Republica Tcheca e de Portugal, que encomendou cinco exemplares.

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