EUA resgatam Boeing 737-200 do fundo do mar no Havaí

Aeronave cargueira da TransAir havia feito pouso de emergência em julho após motores falharem
A seção dianteira do 737-200 que se acidentou em julho (NTSB)

O National Transportation Safety Board, órgão federal de segurança nos transportes do EUA, conseguiu resgatar a maior parte dos destroços do Boeing 737-200 cargueiro da companhia TransAir que afundou após um pouso de emergência no mar, perto da costa do Havaí.

O acidente ocorreu em 2 de julho logo após a decolagem do Aeroporto Internacional Daniel K. Inouye, Honolulu. Os dois motores pararam de funcionar e a tripulação foi obrigada a realizar um pouso na água. Felizmente, os dois pilotos conseguiram escapar antes que a aeronave afundasse até atingir cerca de 100 metros de profundidade.

O fato de os dois gravadores terem ficado a bordo do jato, que se partiu em dois, motivou o NTSB a tentar uma operação de resgate a fim de decifrar o que provocou as falhas. Embora o 737-200 seja um jato comercial com frota ativa bastante reduzida, a identificação das causas do acidente pode contribuir para evitar novos problemas.

A operação de resgaste teve início no dia 12 de outubro e contou com o navio Bold Horizon, um veículo submarino de operação remota e um equipamento de recuperação subaquático. O NTSB também utilizou uma barcaça, a Salta Verde, para içar as duas seções da fuselagem e transportá-las para a costa em Honolulu.

Os primeiros itens do avião, como trem de pouso dianteiro e os dois motores foram içados no dia 17. Três dias depois, a equipe trouxe à tona a parte frontal do jato.

Apenas no sábado, 30 de outubro, a fuselagem conseguiu ser içada do fundo do mar e trazida para terra no dia seguinte. A seção traseira do 737 foi a mais difícil de ser resgatada, segundo o NTSB.

As duas “caixas pretas”, o gravador de voz e o de dados, foram recuperados assim como a carga e alguns componentes de menor porte.

“A recuperação dos gravadores e de praticamente todo o avião representa um grande passo à frente na investigação”, disse a presidente do NTSB, Jennifer L. Homendy. “Agradecemos os esforços colaborativos das agências federais e estaduais, partes e empreiteiras que contribuíram para este resultado bem-sucedido.”

O gravador de dados de vôo e o gravador de voz da cabine serão levados para o laboratório do NTSB em Washington para serem limpos e então ter seu conteúdo extraído. As seções da fuselagem permanecerão no Havaí onde serão alvo de uma análise pelos investigadores enquanto os motores serão desmontados e inspecionados.

O NTSB espera concluir a investigação num prazo de 12 a 24 meses.

Seção traseira do 737-200C da TransAir no fundo do oceano (NTSB)

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