FAB busca avião de grande porte para alugar

Aeronáutica abre licitação para arrendar Boeing 767-300ER; aeronave será utilizada em missões de transporte logístico de material e tropas
A FAB nunca operou um avião tão grande como o Boeing 767 (Boeing)
A FAB nunca operou um avião tão grande como o Boeing 767 (Boeing)
A FAB nunca operou um avião tão grande como o Boeing 767 (Boeing)
A FAB nunca operou um avião tão grande como o Boeing 767 (Boeing)

Sem grandes aeronaves de transporte desde a desativação dos Boeing KC-137 (o “Sucatão”), em 2013, a Força Aérea Brasileira (FAB) está em busca de um novo meio para transportar material e tropas. A Comissão da Aeronáutica Brasileira em Washington (CABW) publicou um edital de licitação para o arrendamento de um Boeing 767-300ER (versão com alcance estendido).

Segundo o documento da CABW, o 767 deve ser alugado pelo período de 36 meses, com opção de prorrogação por mais 12 meses. O contrato também inclui apoio logístico, manutenção e seguro da aeronave, que deverão ser fornecidos pela empresa que for escolhida (no caso o proprietário do jato).

Como mostra o edital, aeronave que for oferecida a FAB não pode ter histórico de acidentes e deve estar configurada com todos os itens necessários para sua operação, como contêineres de transporte, além de ter em dia todos os certificados de aeronavegabilidade. O 767 também deve vir pintado de cinza e com a identificação “Força Aérea Brasileira” na fuselagem.

Será escolhida a proposta com menor valor global, e o pagamento do arrendamento será efetuado mensalmente, de acordo com a quantidade de horas que a aeronave voar. Do documento, a FAB estima que pretende voar 1.000 horas ou 500 ciclos (pousos e decolagens) por ano com o Boeing 767.

As propostas devem ser enviadas a CABW até a próxima sexta-feira (29). Se a negociação for de fato concretizada, esse será o maior e mais pesado avião já operado pela FAB. O Boeing 767-300ER, aeronave muito utilizada por companhias aéreas em rotas internacionais, tem 54,9 metros de comprimento e pode decolar pesando até 186 toneladas.

Veja mais: FAB coloca à venda caças Mirage 2000 desativados

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  1. Um A330-200 teria maior capacidade/alcance/velocidade de cruzeiro, poderia ser considerado para se ter uma comparação.

  2. Julio, possivelmente o 767 vai ser escolhido pois há o projeto KC-X que visa trazer uma anv para o posto que fora do KC-137 no Esquadrão Corsário. E, justamente há um tendência de que esse substituto seja o 767.
    Aliás, já há pilotos do Corsário com o curso do 767.

  3. Esse termo sucatão, inventado pela televisão lá nos anos 90 deveria ser banido e fica muito feio para um comentarista que se diz entendido em aviação.
    Nunca teve nada de sucatão, era sim um modelo antigo e confiável que muitos países utilizaram durante muito tempo.

  4. Será que não poderiam arrendar essa aeronave de uma linha cargueira brasileira e pagar em reais. Existe frota dessas aeronaves no país

  5. Os requisitos técnicos para carga e uso militar são bem específicos. Ademas esta em conformidade com os (3) KC 767-300 ER IAI com contrato assinado mas hibernado e com o treinamento já concluído por pilotos da FAB. “Vai lá e paga” é para mercearia, para aviação militar é outro patamar.
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    http://www.fab.mil.br/noticias/mostra/21661/REEQUIPAMENTO—FAB-forma-pilotos-na-aeronave-Boeing-767
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    Caro
    MARCIO LIRA
    28 de abril de 2016 at 11:17 am
    Correto, corsário. Sds

  6. PODERÍAMOS NO PASSADO TER ADQUIRIDO OS 767-200ER DA VARIG, JÁ QUE ELA FOI A FALÊNCIA, JUNTAMENTE COM OS DA TRANSBRASIL, NO MÍNIMO TERÍAMOS 06 AERONAVES COM PREÇO REDUZIDO, NOSSO PESSOAL DA EMBRAER, FARIAM AS ADAPTAÇÕES NECESSÁRIAS ÀS CONDIÇÕES DA FAB. OU REMETER PARA BOEING EXECUTAR ESTE TRABALHO IDÊNTICO AO EXECUTADO NOS 707, NÃO FALTOU GRANA PARA ISSO FALTOU PLANEJAMENTO, E RESPEITO AO DINHEIRO PÚBLICO.

  7. Matou a pau Reginaldo Filho! Total falta de planejamento como sempre! Mas quando se trata de dinheiro do povo a farra é grane e o planejamento é só para o próprio bolso dos corruptos. Tem os A-330 da TAM, mas os pilotos não tem treinamento nesse tipo de aeronave, é mais ou menos o caso do ortopedista, só sei mexer na mão direita, a esquerda é outro especialista.
    Isso é Braziu meu caro!

  8. REGINALDO FILHO
    2 de maio de 2016 at 11:01 pm
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    GILBERTO
    3 de maio de 2016 at 9:18 am

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    A legislação na época da quebra das empresas e a atual não contemplam ou permitem a sugestão apresentada, fazem parte da massa falida ou e essa hipótese é a mais provável eram aeros arrendadas, portanto voltaram aos seus donos originais.
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    O PAMA-RJ e nenhum outro está preparado a fazer tal conversão para KC.

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    A Boeing também não o faz, outras empresas sim e a IAI tem merecido reconhecimento nessa área.
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    Achar é uma coisa, poder e fazer é em outra praia.

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