FAB coloca à venda caças Mirage 2000 desativados

Avião mais rápido que voou no Brasil foi desativado em 2013; civis podem comprar as aeronaves
O Mirage 2000 voaram com a FAB entre 2005 e 2013 (FAB)
O Mirage 2000 voaram com a FAB entre 2005 e 2013 (FAB)
O Mirage 2000 voaram com a FAB entre 2005 e 2013 (FAB)
O Mirage 2000 voaram com a Força Aérea Brasileira entre 2005 e 2013 (FAB)

Desativados pela Força Aérea Brasileira (FAB) em 2013, os caças Dassault Mirage 2000 foram colocados à venda nesta semana. Ao todo, a FAB planeja vender oito das 12 aeronaves desse tipo que possui, além de um série de equipamentos e peças dos modelos. Em contato com o Airway, o porta-voz da FAB revelou que as quatro unidades restantes ficarão no Brasil e serão preservadas.

A negociação das aeronaves e componentes está sendo realizada na Inglaterra pelo BACE, sigla em inglês para “Comissão Brasileira de Aeronáutica na Europa”. Como mostram os documentos oficiais, a oferta mínima é de US$ 2,5 milhões. Esses aviões ainda são valiosas fontes de peças de reposição para os Mirage 2000 que ainda voam.

A venda do material, mesmo desativado, ainda precisa de aprovação do governo francês, que pode barrar as intenções oriundas de países não aliados. Os caças e componentes estão armazenados na base da FAB em Anapólis (GO).

Segundo o edital do BACE, qualquer pessoa física ou jurídica, desde que cumpra todos os requisitos presentes no regulamento, pode participar da concorrência. Ou seja, qualquer pessoa pode ser dono de um Mirage 2000, desde que o governo francês aprove a negociação.

O Mirage 2000 ainda voa nas forças aéreas de países como Emirados Árabes Unidos, Egito, Peru, Índia, Grécia, além da própria França, com mais de 300 aeronaves ativas. A aeronave foi fabricada pela Dassault Aviation entre 1978 e 2007, chegando a 601 unidades produzidas.

O caça francês é até hoje o avião mais potente que já operou com a FAB. O Mirage 2000 usado no Brasil podia voar a mais de 2.500 km/h (mais de duas vezes a velocidade do som).

O Mirage 2000 foi durante muitos anos um dos caças mais rápidos do mundo (FAB)
O Mirage 2000 continua sendo um dos aviões mais rápidos do mundo: passa dos 2.500 km/h (FAB)

O Mirage 2000 foi uma solução de emergência adotada pela FAB após a desativação dos Mirage III, em 2005, e enquanto decidia a definição do programa FX-2, para aquisição de novos caças. Nessa época, o caça francês Dassault Rafale era considerado o favorito na disputa, que ainda tinha o Boeing F/A-18 Hornet e o Saab Gripen NG, que foi o escolhido.

Airway TV: Um passeio pelo Memorial Aeroespacial Brasileiro

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  1. Melhor seria que o governo, diante da grande necessidade de patrulhar nossas fronteiras, usasse estas aeronaves para substituir a sucateada e minguada frota que vigiam nossos limites geográficos

  2. Desculpe pelo meu falta de entendimento, caças desativados significa que não podem voar, simplesmente para ficar em solo?

  3. e o que entra no lugar? Doaram helicópteros para países do MERCOSUL e agora estão vendendo esses. A pergunta é: o que está entrando no lugar desses equipamentos, se é que estão entrando ?

  4. Só uma pergunta se a nossa Força Aérea , é tão bem equipada a ponto de aposentarmos, os Mirage 2000, mesmo antes de recebermos os caças Suecos, por quê, vamos ficar no standby, usando caças F5, do tempo da guerra do Vietnã, no seria melhor continuar usando todos, já que não temos uma frota assim tão espetacular?

  5. Penso que a FAB deveria ter um esquadrão aeromédico para ajudar a população do Brasil e até de outros paises (como o Equador agora) em catástrofes pelo mundo. Esse poderia ser formado por aeronaves mais antigas com pintura especial para identificar o nome do BRASIL, Numa forma de marketing institucional de nossa força aérea e de nosso pais para o mundo
    Existe um serviço que estas máquinas velozes poderiam ajudar a população…
    Na busca de orgãos para transplantes, determinados tipos de orgãos tem no máximo 2 horas para serem reimplantados.
    Estas máquinas poderiam ajudar bastante com sua capacidade de voar rápido buscando estes orgão. Muitos deixam de ser utilizados por falta de tempo no transporte em função das distancias.
    Se é pra ficar ocioso, que pelo menos possam ajudar em tarefas que exijam rapidez..

  6. Melhor seria vende-los e com os recursos investir em aviões novos, tipo Super Tucano. Para area de fronteira, por exemplo, seria melhores.

  7. Alguém saberia responder?
    Os Mirage III ficaram muitos anos voando e sendo modernizados. Mesmo obsoletos, eles estavam na ativa.
    Já os Mirage 2000 ficaram poucos anos na ativa e saíram de cena antes da chegada do sucessor (O Gripen NG).
    Minha pergunta é: Por quê os Mirage 2000 ficaram pouco tempo na ativa, ainda não daria para usá-los?

  8. ESSES SÃO SUCATAS, OS 4 QUE NÃO VÃO SER VENDIDOS APROVEITARAM TODAS AS PECAS AINDA EM CONDIÇÃO DAS OUTRAS 8 AERONAVES.

  9. Para poder vender precisa da autorização da França, quer dizer e seu mas não é, isto também acontece com o Tucano, e outros equipamentos da forças armadas aonde esta nossa independência continuamos uma colônia das grandes potencias.

  10. Percebi um certo grau de desconhecimento nos comentários acima. A aeronave não para de voar simplesmente porque a FAB deseja, mas pelo fato de ter atingido seu limite estrutural. Na verdade essas aeronaves voaram além disso, e na época que aposentaram, em 2013, os custos com manutenção eram muito altos, e a disponibilidade baixa. Tudo em virtude da vida útil das aeronaves. Elas não serão utilizadas para voo pelos compradores, serão desmontadas e as peças utilizadas em aeronaves mais novas em outros países. Resumindo, não cumpriam mais a missão e ainda geravam altos custos de manutenção! Abraços a todos….

  11. Esmeraldo pereira, acredito que o custo operacional dessas aeronaves seja altíssimo, e acredito que nas fronteiras os maiores problemas são contrabando e aviões de pequeno porte, e desses acredito que os tucanos ou super tucanos dão conta!!! Rsrs não subestime esses pequenos!!!

  12. como tem gente que opina neste espaço, sem ter noção nenhuma do que se trata. OS CAÇAS SERÃO VENDIDOS PORQUE NÃO EXISTE PEÇAS DE REPOSIÇÃO. quem comprar, vai aproveitar as peças para uma sobrevida em suas unidades.

  13. Respondendo ao Alex, não, a maioria ainda voa, porém é caro demais manter esses aviões atualizados e voando. É como um carro velho que precisa fazer o motor, toda a suspensão, os bancos estão rasgados e o assoalho enferrujado. Porém pra quem tem, vale a pena comprar mais alguns pra tirar peças e manter o que esta voando. Caso dos paises citados.

  14. vi muitas perguntas, mas a minha é a seguinte: a FAB tem dinheiro pra abastecer esses caças ou ta vendendo pra ter dinheiro pra abastecer outras aeronaves??

  15. Esse negocio de fabricar aviao no Alabama vai dar merda. Por votos parlamentares, eles fecharam a fabrica aqui em LA e levaram pro Acre. Alabama nao tem industria de tecnologia, nem Universidades para segurar a onda de uma fabrica deste gabarito. Quando a quantidade de falhas tecnicas comecarem a almentar, ninguem vai querer lembrar que a culpa eh dos politicos que ataram seus votos a esta irresponsabilidade.

  16. Paulo, se o arsenal viesse junto seria ideal, com uma aeronave dessas e o arsenal bélico junto eu voaria direto sobre Brasilia e daria um jeito de vez na corja que se apoderou do nosso querido país. Então sentiriam na carne o que é um golpe de fato, um golpe certeiro no coração da corrupção instalada no Brasil.

  17. Sempre foi intenção do PT enfraquecer nossas Forças Armadas. Partido COMUNISTA, ANARQUISTA, TERRORISTA E SAQUEADORES.

  18. Mozart Henrique Ramos, veja que para realizar um transporte aeromédico seja tanto de pacientes quanto para Orgãos, existem aeronaves adaptadas para tais funções e ambas precisam de uma equipe médica á bordo para acompanhar o procedimento, não é possível realizar este tipo de transporte com um caça, apenas carregado de munições e carga explosiva!!!

  19. Não há peças de reposição. No histórico destas aeronaves constam cachaduras dificeis de serem reparadas, tecnologia não repassada à FAB. Ademais, os componentes eletrônicos, pontualmente falando, não são substituíveis a não ser na compra de um conjunto completo de peças para substituir apenas uma comprometida (danificada) por exemplo. Há hipóteses, obviamente, em investir em pesquisapara modernização destas aeronaves, sem sombra de dúvida, desenvolver novos materiais, podendo até ser superiores ao projjeto final francês, como foi feito com o F5, entretanto, a atual gestão por motivos desconhecidos apertou o orçamento das forças armadas a ponto de apenas suprir o custeio, fardas para conscritos e comida (almoço da tropa), apenas. Não há investimento, ou seja, dotação orçamentária para pesquisa, inclusive reposição de peças que fossem os originais. Então, apesar de concordar que a aeronave é uma arma mortífera, sem sombra de dúvida uma espetacular máquina de combate, não houve e nem haverá verba para manutenção delas, infelizmente!

  20. O Mirage 2000 padece de todos os problemas que as aeronaves francesas tem, que é o custo e complexidade de manutenção. Não é um caça ruim tampouco obsoleto pra operar nos padrões sul americanos, pelo contrário, ainda teria muito a voar se fossem novos e tivessem uma garantia de peças de reposição. Nesse ponto os inventários russo e o americano são muito mais vantajosos e existe uma sobrevida muito maior pra um avião proveniente de um dos dois. A escolha do Gripen pelo lado técnico deu-se unicamente por esse aspecto, pois era um caça nitidamente inferior ao Rafale e o F-18E sendo monomotor e com alcance muito curto. Tanto que a versão NG visa com esse defeito, mas com a crise colocando a sua cara assim no país, já tenho dúvidas se o contrato terá andamento.

  21. O Brasil tem aprender com o Chile que já esta pensando em comprar os F-22 raptor, dos Estados Unidos, para substituir os F-16 que já tem…..

  22. Acho um absurdo um país como o Brasil não deter tecnologia de desenvolvimento de aviões de combate com porte de multifunções e ter que depender de tecnologias estrangeiras. Fato

  23. Bem, vamos aos fatos, já que muitos desconhecem, o nosso M2000 é extremamente antigo, avionica ultrapassada, as células ja vieram no isso, com muitas horas de vôo, sim daria para por no alto novamente com uma modernização e atualização do sistema, custo disso deve ficar perto do custo indiano 60 milhões de doletas por aeronave, daria para comprar um F 16 novo, e tem outra se somente fosse feito uma maquiagem como foi feito nos do Peru, seria dinheiro jogado fora pois a própria dassault não fábrica mais mísseis ar ar para essa versão, e sem atualização total com códigos fontes ficam no popular ” capados” , diferença que com esse valor foi atualizado 43 F5 M, mais ou menos isso, agi, feita à atualização nos M2000, voariam por mais 10 anos no pau da viola

  24. Vender para quem e por que ? deixam como reserva. mantem em funcionamento.
    no vietnam os americanos usaram aviões da segunda guerra no conflito.
    para ter verba para mante-los é só combater a corrupção politica no governo que sobra dinheiro .

  25. A falta de visão estratégica deste governo foi tanta, que agora temos um gap entre a nova geração de caças suécos e a antiga frota francesa. Estamos desguarnecidos com uma frota de F5 que esteve em operação na guerra do Vietnam… Dá-lhe Brasil… A frota de caças mais mediocre da América Latina.

  26. Será que aceitam um triplex em Santos ou um sítio em Atibaia como entrada?? Pois vou precisar de um destes aviões para a posse do Temer!!

  27. Alex Dagoberto Monares Olea, impossível o Chile ou qq outro país do planeta comprar o F-22.
    De tão avançada tal anv, somente os EUA poderão utilizá-lo (vide decisão/pedido do congresso NA).
    Agora, se estivermos falando do F-35, aí sim pode haver tal possibilidade.
    Abraço;

  28. Tenho em mãos em primoroso estado de conservação, a Revista Veja, edição n 192, do dia 10 de maio de 1972; cuja capa tem por título “O Mirage Brasileiro”. Zerado, o “F-103E” 4910, brilha e emociona qualquer amante da aviação. Ao longo de décadas acompanho a história desses pássaros que tantas vezes me emocionaram. À época, o Ministro da Aeronáutica era o Brigadeiro Joelmir Araripe de Macedo que atuou de forma decisiva na compra das aeronaves para compor a I Ala de Defesa Aérea (Alada), sediada em Anápolis. Um pouco de história é sempre bom e recomendo para quem tiver interesse em se aprofundar em assunto sério, a leitura do livro do emérito Brigadeiro Rui de Moreira Lima “Senta a Pua” da Biblioteca do Exército e Editora; para entender como surgiu a aviação de caça no Brasil. Teria muito mais a dizer nestas linhas. No entanto, corro o risco de cansar algumas pessoas. Infelizmente, o país vem fazendo escolhas erradas para nossas forças armadas por uma simples razão: pessoas erradas. Não se pode colocar um advogado para retirar um tumor cancerígeno de alguém. Da mesma forma, um civil não pode ser ministro (ou uma presidenta), e decidir qual é a melhor aeronave de combate que o Brasil precisa, razão pela qual, a FAB esta em desvantagem quanto a equipamentos; frente as demais forças aéreas da América do Sul, exceto quanto ao Paraguai e Uruguai. Triste! Particularmente, tenho uma grande admiração pelos F-18 Hornet, excelentes máquinas, inclusive testadas em combates o que deve sempre pesar numa escolha desse tipo. Com todo respeito, “Adelfi” aos nossos Mirages.

  29. alguém aqui já teve um Citroen ou um Peugeot ou um renault das antigas e luxuoso?
    é a mesma coisa.. kkkk, que triste.. não tem dinheiro colegas, não tem é dinheiro! o brinquedo é caro.. e deve ser o quê?? 6000 dólares a hora de vôo ??
    o F-5 não passa de 3500 dolares a hora de vôo. o brasil é um país pobre na fab. quem não tem dinheiro, vai de VW gol quadrado, chevette ou F-5 Matusalém.
    2.5 milhões cada um, são 8 unidades a venda.. são 20 milhões de dolares… se a grana ficar na III força aérea, blza.. se ir pros pensionistas, bye bye grana.

  30. Bem, apesar de ser um fã dessas maravilhosas máquinas voadores, posso me considerar um leigo no assunto, pois meus conceitos baseiam-se unicamente nas leituras de revistas, internet, etc e acredito que isso não seja o suficiente para opinar com propriedade sobre o assunto, mas, pelo menos na minha pouca visão, acho que o Brasil deveria investir pesado no desenvolvimento de um caça próprio, com o aproveitamento do pessoal do ITA, da Embraer, de empresas privadas sérias que possam contribuir. Impossível que não tenhamos ainda a capacidade de desenvolver um projeto próprio e que consiga se igualar aos caças de quarta geração que existem mundo afora. Se não temos essa capacidade, tá mais que na hora de começarmos a trabalhar para tê-la o mais breve possível. Os Gripen, ao meu ver, devem servir de “tampão” até o desenvolvimento desse novo projeto totalmente brasileiro. Brasileiro é inventivo e criativo por natureza… Quem sabe de repente, um projeto até superior aos que estão voando por aí… fica a torcida.

  31. Tô pensando em comprar um pra fazer um galinheiro, penso que as galinhas vão gostar, será que aceitam cartão?

  32. Eu queria dizer que não entendo nada sobre esse assunto. Não sou piloto de caça, não sou fabricante de caça, não faço a menor ideia como esse lixo possa passar dos 25000kms/h e também não sei pra que precisa voar tão rápido. Em resumo: vende logo essas carroças e vamos beber essa grana de cerveja aqui na Barra da Tijuca, olhando o mar e a mulherada na praia, e não se fala mais nisso.

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