A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) está avaliando motores alternativos para o Boeing F-15EX Eagle II e o Lockheed Martin F-16, abrindo espaço para novos fornecedores em aeronaves de combate que há muito tempo dependem de motores da Pratt & Whitney e da GE Aerospace.
Um recente Pedido de Informações (RFI) convida a indústria a apresentar propostas para um futuro programa plurianual de aquisição de motores, abrangendo tanto aeronaves da Força Aérea dos EUA quanto aquelas fornecidas por meio do programa de Vendas Militares ao Exterior (FMS).
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Segundo o documento, a expectativa é que a demanda alcance até 180 motores por ano até o ano fiscal de 2034.
A Força Aérea afirma que a iniciativa é motivada por problemas persistentes na base industrial atual, citando atrasos na produção, questões de controle de qualidade, obsolescência de componentes e escassez de materiais críticos.
O RFI detalha uma estratégia que prioriza custos ao longo do ciclo de vida, resiliência da cadeia de suprimentos, facilidade de manutenção e maior disponibilidade das aeronaves, em vez de considerar apenas o preço de aquisição.

Os responsáveis também querem que os fabricantes demonstrem capacidade de aumentar rapidamente a produção, se necessário, garantindo ao mesmo tempo o fornecimento estável de peças de reposição durante toda a vida útil dos motores.
Desde a entrada em serviço, o F-15 e o F-16 utilizam motores Pratt & Whitney F100 ou GE Aerospace F110. O mais recente F-15EX também emprega o F110, mantendo os dois fabricantes em um monopólio efetivo nesse mercado há décadas.
A Força Aérea não especificou se espera projetos totalmente novos de motores ou versões aprimoradas dos modelos existentes. As empresas interessadas no RFI têm até 28 de agosto para apresentar informações sobre capacidade de fabricação, cronogramas de desenvolvimento e restrições na cadeia de suprimentos que possam impactar a produção futura.



