Força Aérea dos EUA vai avaliar o Super Tucano

Embraer foi convidada para demonstrar as capacidades do A-29 em programa que pode determinar a compra de até 300 aeronaves
Além do Brasil, o Super Tucano também é operado por forças aéreas de outros 11 países (FAB)
Além do Brasil, o Super Tucano também é operado por forças aéreas de outros 11 países (FAB)
Além do Brasil, o Super Tucano também é operado por forças aéreas de outros 11 países (FAB)
Além do Brasil, o Super Tucano também é operado por forças aéreas de outros 11 países (FAB)

A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) convidou a Embraer para participar de uma demonstração de aeronaves de ataque leve com o modelo A-29 Super Tucano, em julho, na Base Aérea de Holloman, no Novo México, nos EUA. A fabricante brasileira vai se envolver nos testes junto de sua parceira norte-americana, a Sierra Nevada Corporation (SNC), que produz o A-29 na Florida.

A demonstração faz parte do projeto “OA-X” da USAF, que pretende adquirir aeronaves de baixo custo para treinamento de novos pilotos e missões de observação e ataque. Segundo o site Aviation Week, o programa pode render um contrato de compra de até 300 aviões.

“O A-29 é especialmente adequado para treinar pilotos de caça e torna-los proficientes”, disse Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança. “Isso significa pilotos melhor treinados, mais rapidamente e de forma mais barata, permitindo que outras plataformas possam executar as missões que desempenham melhor.”

O Super Tucano é o único avião de seu tipo certificado pela USAF para operações militares de apoio aéreo tático. A aeronave brasileira, montada nos EUA pela Sierra Nevada, já foi adquirida pelos EUA anteriormente e repassada a força aérea do Afeganistão. Processos semelhantes também estão em andamento com as forças armadas do Líbano e Nigéria.

Segundo os requisitos da USAF, a aeronave selecionada para o programa OA-X deve ser capaz de realizar missões de ataque leve e reconhecimento armado. Também precisa ser apta a suportar um ritmo de operações de 900 horas de voo por ano por 10 anos.

Os Super Tucanos que voam no Afeganistão foram montados nos EUA (USAF)
Os Super Tucanos que voam no Afeganistão foram montados nos EUA (USAF)

Além da Força Aérea Brasileira (FAB), o Super Tucano também está em serviço atualmente em forças aéreas de outros 11 países. Um dos modelos mais atuantes são os operados pelo Afeganistão, que já foram empregados em combates.

Concorrentes do Super Tucano

Outras aeronaves que também vão participar da demonstração para a USAF são o turbo-hélice Hawker Beechcraft AT-6 “Wolverine” e o jato Textron Scorpion. No entanto, diferentemente do avião da Embraer, esses dois modelos ainda não são certificados pela força aérea americana, o que coloca o modelo brasileiro em vantagem na disputa.

Veja mais: O que falta para o Embraer KC-390 estrear?

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  1. tão querendo agradar o país pela investigação criminosa que fizeram na net ao governo. e a qual a dilma nem fez nada,na epoca

  2. Por isso a Embraer deveria voltar a ser pública. Assim poderiamos, em vés de fazer aviões para equipar os ianques, usar a empresa para distribuir cargos a partidários, e cobrar todo todo tipo de propina dos fornecedores para financiar campanhas.

  3. Se a licitação americana não sofrer nenhuma patriotada, o ST leva fácil. Não existe aeronave de treinamento e COIN no mundo tão eficiente como ela com experiencia real em combate (Colômbia que o diga).

  4. A aeronave é excelente e sem políticas já deveria estar USAF há um bom tempo, bem como nas operações contra insurgência onde exista supremacia aérea, de vários aliados menores. Os concorrentes podem ter bons treinadores mas não uma aeronave capaz de combater e dar treinamento. Vide o estrago que estas aeronaves fizeram quando usadas pela Colômbia contra forças insurgentes, E o custo beira ao insignificante perto de um caça de quinta geração.

  5. Os americanos querem o “SUPERTUCANO BRASILEIRO” e o governo dos PETRALHAS compra os caças suecos a preço de ouro. Este Brasil é um país de m…….sem soberania; sem nada e além do mais dormindo em berço esplêndido por mais de 500 anos. NO ANO QUE VEM VOTEM NO PT NOVAMENTE.

  6. Até onde eu sei, metade deste carro-de-bois com asas é de propriedade dos EUA, a ‘tecnologia’ dele. A pintura parafusos etc deve ser brasileira. Salvo engano o Hugo Chávez quis comprar do Br, mas os EUA vetaram. Mesmo Br alegando que não passaria a o ‘conhecimento tecnológico’ não pode ganhar uns troquinhos! O feitiço virou contra o feiticeiro, Chávez comprou armas da Rússia, o que de fato os EUA tem medo. Sem falar que o Yak 130 perto desta deste monomotor, vira um caça de uma geração. É por isto que eu digo; O Brasil só tem armas de ataque. Explico; Quando inimigo ve las terá um fulminante ataque de riso!

  7. Tem gente que gosta de meter o pau em empresa estatal, mas não percebe que se não fosse uma iniciativa estatal, a Embraer nem existiria, pois empresários do setor privado não se interessaram na época em desenvolver tecnologia para produzir aviões.

  8. A Embraer só está nesse nível porque é uma empresa privada. A privatização fez bem. Tem mais, os EUA fornecem componentes para o super tucano, logo, qualquer venda tem que ser aprovada pelos “yanques”.

  9. Um monumento à Trump: ao invés de construir um muro de 3 mil Km de extensão ao custo de 8 bi de dólares, Trump deveria empregar tecnologia com sensores de movimento que, ao menor sinal desse, seria identificado. Caso fosse um ponto muito distante dos pontos de controle, seriam acionados os tucanos para monitoração do movimento.

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