Funcionário da Boeing pode ser sequestrador de avião nos anos 1970

“Dan Cooper” sequestrou um avião em 1971 e escapou saltando de paraquedas com US$ 200 mil; caso nunca foi solucionado pelo FBI
De sequestrador a ícone pop, "Dan Cooper" já inspirou livros, filmes e músicas (FBI)
De sequestrador a ícone pop, “Dan Cooper” já inspirou livros, filmes e músicas (FBI)
De sequestrador a ícone pop, "Dan Cooper" já inspirou livros, filmes e músicas (FBI)
De sequestrador a ícone pop, “Dan Cooper” já inspirou livros, filmes e músicas (FBI)

No dia 24 de novembro de 1971, véspera do feriado de ações de graças nos Estados Unidos, um homem que se identificou à companhia aérea Northwest Airlines apenas como “Dan Cooper” realizou uma das maiores façanhas da aviação comercial ao sequestrar um Boeing 727 e fugir com US$ 200 mil saltando de paraquedas pela porta traseira da aeronave. O caso, encerrado pelo FBI em 2016, é até hoje o único sequestro de avião que nunca foi solucionado. A história, porém, pode ter ganhado mais um capítulo.

Cientistas amadores, membros do grupo “The Citizen Sleuths”, dedicados a investigar o caso do sequestro de 1971, afirmam ter encontrado evidências em um simples clipe de gravata que podem apontar a identidade do suspeito. A peça, usada pelo sequestrador no dia da ação e abandonada na aeronave, contém elementos microscópicos que podem ligá-lo à indústria aeroespacial dos EUA, mais precisamente a Boeing.

Após uma minuciosa análise da peça em microscópio eletrônico, os cientistas encontraram mais de mil partículas de cério, sulfato de estrôncio e titânio puro, componentes que eram comuns nas linhas de montagens de aviões da Boeing nos anos 1970, em especial na produção de aeronaves militares supersônicas.

Tom Kaye, paleontólogo e principal pesquisador do grupo, afirmou a rede CBS que os produtos químicos indicam que sequestrador poderia ter sido um empregado da Boeing entre o final da década de 1960 e início dos anos 1970. Em outras palavras, o clipe de gravata deixado na aeronave sequestrada pode ter “passeado” por ambientes de produção da fabricante.

“A gravata foi com ele para esses ambientes de produção, com certeza. Então ele não era uma das pessoas que executavam essas máquinas de fabricação. Ele era um engenheiro ou um gerente em uma das plantas “, disse Kaye. Funcionários de linha de montagem vestem uniformes especiais e não roupa social com gravata.

Apesar do caso já ter sido encerrado pelas autoridades dos EUA, a suposta evidência sobre a real identidade do sequestrador aumentou o debate sobre o misterioso sequestro da aeronave da Northwest Airlines. O tema já inspirou teorias da conspiração, livros, séries de televisão, filmes e até músicas, a ponto de Dan Cooper ser considerado um ícone cultural americano.

Representação artística de como pode ter sido a espetacular fuga de 'Dan Cooper' (Photobucket)
Representação artística de como pode ter sido a espetacular fuga de ‘Dan Cooper’ (Photobucket)

O sequestro

O voo 305 da Northwest Airlines foi sequestrado por um passageiro identificado apenas como “Dan Cooper”, após uma ameaça de bomba. A aeronave, um Boeing 727, cumpria a rota Portland – Seattle, uma curta viagem de 30 minutos, até o sequestrador tomar o controle da tripulação em silêncio e fazer suas reivindicações. O jato levava apenas 36 passageiros.

A aeronave seguiu o percurso normal, pousando em Seattle, onde os passageiros foram liberados. No entanto, com os tripulantes ainda como reféns, o sequestrador pediu US$ 200 mil, conjuntos de paraquedas e solicitou que o avião decolasse novamente, em direção a Cidade do México. Todos os pedidos foram acatados pela companhia aérea.

Demonstrando alto conhecimento sobre aeronaves, “Cooper” pediu aos pilotos que a aeronave voasse seguindo uma série de especificações e, momentos após a decolagem, saltou de paraquedas pela porta traseira do 727.

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  1. E a companhia e o governo sabendo que ele tinha o dinheiro, o paraquedas e que estava num 727, não perseguiram o avião???

  2. Quando eu vi a notícia na página inicial do Uol eu sabia logo que se tratava do caso do Dan Cooper. Eu já li tanto sobre esse caso na Internet, ele é talvez um dos casos mais interessantes e enigmáticos da história da aviação. Infelizmente tanto já foi pesquisado e investigado sobre Dan Cooper que eu acho que seja impossível um dia concluirmos esse caso e vai permanecer pra sempre sem solução, assim como o caso do Mary Celeste e o caso do Taman Shud.

  3. Muito interessante! Até onde sei, não há evidências da sua sobrevivência e nem da sua morte, mas D. B. Cooper foi tão astuto que torço para que ele tenha sobrevivido ao salto e aproveitado bem a grana.

  4. Dan fez doação de metade do dinheiro arrecadado em favor de uma instituição filantrópica em iTU.
    Ícone dos detentores da sapiência, ele viajou secretamente para Júpiter e lá vive com a nova namorada que conheceu após o salto. Concluído o assalto. Ela é de Salto, cidade paulista vizinha de Cabreúva!

  5. E aquele caso que ocorreu no Brasil com o desaparecimento do avião que transportava obras de arte e nunca mais se ouviu falar nada.
    Inclusive o piloto tinha sido condecorado por sua habilidade salvando passageiros num pouso de emergência.

  6. Depois desse sequestro foi adaptada uma trava aerodinâmica na escada traseira do b 727 , impedindo sua abertura em voo .

  7. Sr. Luiz, a Boeing sempre produziu aviões militares em paralelo aos comerciais, e seus caças supersônicos são fabricados desde os anos 60.

  8. Realmente este caso e o sumiço do Varig RG 967 são os maiores mistérios da aviação. Acredita-se que a Boeing não tenha feito mais a saída traseira de seus modelos subsequentes em virtude dele, além de ter colocado as palhetas Cooper que impedem a abertura das portas sem o acionamento do trem de pouso.

  9. Marcelo: o caso do avião cargueiro com obras de arte retornando do Japão tbm me intriga, e gostaria de saber o que realmente ocorreu. Cheguei a pensar que os containers com as obras de arte foram trocados ainda no aeroporto, antes da decolagem, e nesse caso, quem teria ficado com as obras de arte…

  10. AUGUSTO MESQUITA
    17 de janeiro de 2017 at 7:44 pm
    E a companhia e o governo sabendo que ele tinha o dinheiro, o paraquedas e que estava num 727, não perseguiram o avião???
    ———————————————————————————————
    Rapaz, vc é um gênio…… E o pessoal do FBI, CIA, SWATH, nem para pensar nisso que vc acaba de dizer???
    Cara, saia da internet e corra para a PF, FBI, CIA…. O mundo da investigação precisa de vc….

  11. Prezado Macca, em que outra ocasião o Sr. imagina que um pára-quedas possa ser usado, se não for quando o avião estiver voando?

  12. Certeza que ele está no RIo de Janeiro …
    Aproveitou o dinheiro com várias putas e hoje vive em copacabana e espera receber aposentadoria do governo Brasileiro.
    Mas parabéns foi um MITO.

  13. Li a matéria, conheço o caso. Mas eu amo os comentários. Como um paraquedas seria usado se o avião não estivesse em vôo? Como a cia prezando pela vida e pelo nome, iria acionar cia e FBI? O cara foi modesto 200 mil dolares.
    Deve ter conhecido uma linda hispânica e chutado tudo para o alto. Ou melhor se jogado do alto. Ele sabia sim é pular de paraquedas. Valeu gente e até o proximo voo.

  14. Eu também tenho uma teoria da Conspiração. Baseado no nome que ele usou “Dan Cooper” e outras evidências (como o clip de gravata), creio que ele tenha se sentido traído pela companhia como Dan-iel foi traído pelos irmãos e jogado na cova dos leões para ser morto e que trabalhava em alguma área ligada as turbinas como os tanoeiros (fazedores de toneis – Cooper, rss…

  15. Era só terem dado um conjunto de para-quedas sabotado, daí todos saberiam quem era o cidadão, ou melhor o que sobrou do cidadão.

  16. kkkkk MACCA o avião deveria estar em baixa altitude , 12000 pés, é o máximo que dá pra voar com segurança sem ter que pressurizar a aeronave….. esse é o tal do crime perfeito.

  17. Nunca tinha ouvido falar neste caso, muito interessante, hoje seria impossível isto, acho, pois na década de 70 tudo muito obsoleto, outro mundo!!!

  18. Erasmo Grassi
    O mistério aumentou ainda mais em fevereiro de 1980, quando um garoto de oito anos encontrou três pacotes de notas de US$ 20 enterrados na margem do rio Columbia, perto de Portland, totalizando US$ 5.800. Análises confirmaram que o dinheiro era parte do resgate de nove anos antes.

  19. AUGUSTO MESQUITA
    17 de janeiro de 2017 at 7:44 pm
    E a companhia e o governo sabendo que ele tinha o dinheiro, o paraquedas e que estava num 727, não perseguiram o avião???
    ———————————————————————————————
    Rapaz, vc é um gênio…… E o pessoal do FBI, CIA, SWATH, nem para pensar nisso que vc acaba de dizer???
    Cara, saia da internet e corra para a PF, FBI, CIA…. O mundo da investigação precisa de vc….
    ————————————————————————————————
    Nem tanto, mestre. Nem tanto.
    Aprendi direitinho tudo o que me ensinou…

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