A GOL realizou na quarta-feira (8) seu primeiro voo regular de longo curso, inaugurando a ligação sem escalas entre o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, e o Aeroporto John F. Kennedy, em Nova York. É a primeira vez que a companhia opera uma rota intercontinental com aeronaves de fuselagem larga, embora o serviço seja realizado inicialmente por meio de um contrato de wet lease com a espanhola Wamos Air.
Nesse modelo de operação, a empresa parceira fornece a aeronave, tripulações, manutenção e seguros. Os voos são realizados com Airbus A330-200 nas cores da GOL, solução adotada enquanto a companhia prepara sua própria estrutura para operar esse mercado.
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A operação funciona como uma prévia dos planos da empresa para os voos de longa distância. A partir de 2027, a GOL vai incorporar cinco Airbus A330-900 pertencentes à arrendadora Avolon. As aeronaves voaram anteriormente na Azul e formarão a primeira frota própria de widebodies da companhia.
O voo para Nova York será realizado três vezes por semana, com partidas do Galeão às quartas, sextas e domingos e retorno dos Estados Unidos às segundas, quintas e sábados. A próxima rota de longo curso será para Lisboa, com início previsto para setembro, também a partir do Rio de Janeiro.

A entrada nesse segmento também leva a GOL a oferecer um produto diferente daquele que marcou sua origem. Criada em 2001 com foco no modelo de baixo custo, a companhia passou por mudanças ao longo dos anos, ampliando serviços e incluindo novas categorias tarifárias.
Nos voos de longa distância, essa evolução chega à cabine com uma classe executiva inédita, equipada com assentos totalmente reclináveis, sistema individual de entretenimento, kit de amenidades, acesso a salas VIP e um serviço de bordo desenvolvido para esse perfil de operação.
A escolha do Galeão como ponto de partida para as novas rotas internacionais envolve a formação de um novo hub da empresa que pretende competir com Guarulhos. Além de Nova York e Lisboa, a GOL já preparava novas rotas para Paris e a Flórida.

Os novos voos também ampliam a capacidade de transporte de cargas da GOLLOG. Diferentemente dos Boeing 737 utilizados atualmente pela empresa, o Airbus A330 permite o embarque de cargas paletizadas no porão, aumentando a oferta logística nas ligações entre o Brasil e mercados internacionais.
Embora a estreia tenha ocorrido com aeronaves e tripulações terceirizadas, o voo inaugura uma nova fase para a companhia, que durante mais de duas décadas concentrou sua operação em jatos Boeing 737 e rotas domésticas, regionais e para destinos de médio alcance nas Américas.



