Grécia confirma compra de caças Dassault Rafale

Parlamento grego aprovou a aquisição de 18 caças franceses Rafale por € 2 bilhões

O parlamento grego aprovou nesta quinta-feira (14) a compra de 18 caças Rafale fabricados pela francesa Dassault Aviation por 2,5 bilhões de euros (cerca de R$ 13 bilhões). O acordo de aquisição deverá ser assinado pelos ministros da defesa da Grécia e da França até o final deste mês.

A aquisição de novas aeronaves de combate é um assunto urgente na Grécia, que vive uma calorosa disputa com a vizinha a Turquia. Os dois países reivindicam o controle de áreas no Mar Egeu que abrigam grandes reservas de gás natural.

A pressa dos gregos em melhorar a capacidade de sua força aérea é tanta que optou-se pela compra de 12 caças Rafale de segunda mão da força aérea francesa. Os outros seis aparelhos serão adquiridos novos de fábrica. A entrega dos jatos começa já no primeiro semestre de 2021 e será concluída em dois anos, informou o Atenas.

Como parte da atualização da força aérea, a Grécia também comprará mísseis ar-ar Meteor, mísseis anti-navio Exocet e mísseis de cruzeiro SCALP, todos compatíveis com os Rafale.

A Grécia será o quinto operador do Rafale, que também voa com as forças aéreas da França, Egito, Índia e Qatar.

Cliente tradicional

A Força Aérea Helênica é uma cliente bastante antiga da Dassault. A primeira encomenda de caças ocorreu em 1974 quando foram adquiridos 40 caças Mirage F1. Em 1985, a Grécia voltou a selecionar a fabricante francesa para fornecer 40 jatos Mirage 2000. Quinze anos depois, a Grécia adquiriu mais 15 unidades do Mirage 2000-5 e ainda fechou um programa de modernização para parte deles.

Caça Mirage 2000 da Força Aérea Helênica (Divulgação)
Caça Mirage 2000 da Força Aérea Helênica (Divulgação)

Apesar dos laços com a Dassault, o principal caça da Grécia é o Lockheed Martin F-16 C/D, do qual existem cerca de 155 aeronaves operacionais – que também é o principal caça da força aérea turca. Além disso, os gregos mantêm ativos pouco mais de 30 veteranos jatos F-4 Phantom II.

Veja mais: Embraer pode entrar no ramo de drones militares

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