A Helibras quer oferecer o avançado H160 para no segmento offshore brasileiro (Airbus)

A crise do petróleo, iniciada em 2014, com a derrocada dos preços do barril no mercado internacional, reduziu em quase 50% a demanda de helicópteros para operações offshore no Brasil, causando, consequentemente, um excesso de oferta de aeronaves para atender o segmento. No entanto, com a retomada das atividades da indústria brasileira, impulsionada pelas mudanças regulatórias no setor, o mercado espera que a contratação de novas aeronaves recomece em 2021.

“Novos helicópteros serão necessários para dar suporte à chegada de novas plataformas de produção”, afirma Antônio Amaral, Head de Negócios em Energia da Helibras, uma empresa do grupo Airbus.

O executivo alerta, contudo, para a necessidade de renovar a frota existente com a contratação de aeronaves mais modernas, que garantam maior eficiência e segurança operacional. “Importante destacar que o mercado mundial de helicópteros está em transformação com a introdução de uma nova categoria denominada ‘super médio’, a qual se posiciona entre os modelos médio e pesado”, complementa.

Diante desse cenário de transformação tecnológica, a Helibras está à espera da certificação do novo modelo H160 (médio) para o primeiro trimestre de 2020. De acordo com a companhia, que realiza estudos comparativos de demanda de transporte mensal de helicópteros, “o H160 cumpre missões com um número significativamente menor de horas de voo do que alguns dos modelos utilizados atualmente”.

O desenvolvimento do novo modelo H160 apresenta 68 patentes de soluções tecnológicas. Uma inovação importante foi o desenvolvimento, fabricação e instalação pela Airbus Helicopters do sistema aviônico Helionix. Dentro da estratégia, decidiu-se pela sua instalação do equipamento nas novas versões dos helicópteros H135, H145, H160 e H175.

Desenvolvido pela Airbus Helicopters, o Helionix é o primeiro sistema de controle de voo desenvolvido exclusivamente para helicópteros, que até então utilizavam aviônicos adaptados de aeronaves de asa fixa. O equipamento possui piloto automático de quatro eixos, recurso que reduz a carga de trabalho dos pilotos e eleva a segurança operacional.

Segmento offshore: demanda variada por helicópteros

No Brasil, há uma demanda variada de aeronaves em função da localização das plataformas de petróleo. No Nordeste, por exemplo, como as unidades de produção estão mais próximas do litoral, são os helicópteros biturbinas leves ou médios que sobrevoam os mares; já nas bacias de Campos e Santos, mais distantes do litoral, os helicópteros médios e pesados dominam as operações em razão das distâncias e da quantidade de passageiros. No pré-sal, contudo, cujos campos produtores se afastam ainda mais do litoral, é empregada uma solução conjunta de modelos médios e pesados.

A Petrobras tem plataformas que estão a mais de 200 km da costa brasileira (Divulgação)

“A autonomia é o grande desafio, pois o helicóptero deve completar a viagem sem reabastecimento”, explica Antônio Amaral.

Para o segmento offshore, a Helibras conta ainda com os modelos H135 / H145 na categoria biturbina leve, o H160 na categoria médio, o H175 na categoria super médio e o H225 na categoria pesado.

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