Jato E195-E2 eleva receita da Embraer no 3º trimestre

Fabricante faturou R$ 5 bilhões no período, um quarto referente à divisão de aviação comercial
Embraer E195-E2 (Bene Riobó)

A Embraer apresentou nesta sexta-feira (5) os resultados do 3º trimestre de 2021, apresentando números melhores que no período anterior.

Ao todo, a empresa brasileira teve uma receita líquida de pouco mais de R$ 5 bilhões entre julho e setembro, quase R$ 1 bilhão a mais do que no 3º trimestre de 2020, mas um resultado ao 2º trimestre deste ano.

Todas as divisões da fabricante apresentaram crescimento no trimestre, com o setor de serviço e suporte obtendo a maior participação no bolo, com 29%, seguido da aviação executiva com 27%. O setor de defesa e segurança, embora tenha elevado o faturamento para R$ 916 milhões, perdeu espaço para as outras áreas.

Mais relevante divisão da Embraer, a aviação comercial atingiu uma receita líquida de R$ 1,27 bilhão (25,4%), crescimento significativo em relação ao 3º trimestre de 2020.

Nesse período foram entregues nove jatos comerciais contra sete aeronaves em 2020. Além do maior número de aviões influenciou no resultado a quantidade de jatos E195-E2, três unidades contra nenhuma no mesmo intervalo do ano passado.

Como possui um valor unitário mais alto que os E175 e E190 de primeira geração, o maior jato comercial da empresa elevou o faturamento de forma natural. No entanto, os números são mais modestos que do 2º trimestre quando a Embraer entregou 14 aeronaves comerciais e atingiu uma receita de R$ 2 bilhões.

A Embraer prevê encerrar 2021 atingindo entre 45 e 50 jatos comerciais entregues, o que significa superar o total do ano passado quando a empresa entregou 44 aviões. Nos primeiros noves meses deste ano foram 32 aeronaves, o que faria com que ao menos 13 unidades sejam enviadas aos seus clientes até dezembro.

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