Jato russo rival da Embraer está fora de serviço no México por falta de peças

Uma das poucas operadoras do SSJ100, companhia aérea Interjet utiliza apenas sete de seus 22 aviões de 93 assentos
Sukhoi SSJ100: barato, mas difícil de operar (UAC)
SSJ100 da Interjet: barato, mas difícil de operar (UAC)

Uma das raras operadoras do jato regional russo SSJ100 (SuperJet), a companhia aérea mexicana Interjet tem tentado devolver seus aviões para a Sukhoi, fabricante do modelo (embora agora o jato tenha sido repassado para a empresa Irkut), que não os teria aceito. Segundo levantou o site Flight Global, nada menos que 15 dos 22 aviões adquiridos pela Interjet estão fora de serviço por falta de peças. Além disso, os motores turbofans, feitos por um consórcio entre a francesa Snecma e a Rússia, também estariam sem condições de uso porque a própria Interjet teria deixado de pagar por eles.

Terceira maior companhia aérea do México (só atrás da Aeroméxico e da Volare), a Interjet possui uma frota de 62 aviões A320 e A321 além dos 22 SSJ100. Configurado para transportar 93 passageiros, o jato russo complementa as principais rotas da empresa que na época da compra alegou que ele seria superior aos rivais ocidentais como o CRJ900 e o E190 em operações em regiões de temperaturas mais altas.

Segundo a empresa, o custo de aquisição de um SuperJet seria o décimo de um A320. Mas na prática o SSJ100 tem causado seguidos problemas para a companhia aérea e ficado indisponível por muito tempo. No ano passado, a Sukhoi ressarciu a empresa em $ 40 milhões devido aos problemas mecânicos do jato.

Embora tenha cerca de 300 encomendas e já entregue metade desses aviões, o SSJ100 é usado em sua maioria por companhias russas. Além da Interjet, a companhia irlandesa CityJet é a única cliente ocidental e chegou a receber sete aviões, mas os estocou por tempo indeterminado.

A Adria é uma das poucas novas companhias a optar pelo SSJ100 (UAC)

A Superjet International, empresa que vende o modelo no exterior, no entanto, anunciou novas encomendas recentemente. A companhia aérea Adria fechou acordo para leasing de 15 unidades que serão entregues a partir deste ano. Já a companhia Thai Kom Airlines, da Tailândia, assinou um contrato em fevereiro para a entrega de seis SSJ100 entre 2019 e 2020.

Pós-venda

A situação do SSJ100 reafirma a impressão negativa sobre os jatos de origem russa. Embora tecnicamente eficientes, os aviões não possuem uma assistência técnica confiável, o que afeta seu potencial de venda fora da Rússia.

Assim como o jato MRJ da Mitsubishi, o SSJ100 tenta entrar num mercado onde Embraer e Bombardier transitam há muitos anos, mas ainda precisarão desenvolver todo um pós-venda de qualidade se quiserem permanecer como opções viáveis.

Os fornecedores ocidentais do Sukhoi SSJ100

Veja também: SSJ100 da Sukhoi agora é controlado pela Irkut

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Marco Andrade
Marco Andrade
3 anos atrás

O problema não é ser russo, mas ser fiel ao cliente.

Joaquim Paulino
3 anos atrás

cada bomba. Aviões produzidos na China ou na Rússia são isso , uma verdadeira bomba. bem feito para quem comprou essas porcarias. Nos anos 80 os russos propalavam aos 4 ventos que tinham o melhor caça-bombardeiro do mundo. Daí , pouco depois , a CIA conseguiu que um piloto russo roubasse um desses caças e o que se descobriu? Que o “moderno” caça russo ainda usava tecnologia de válvulas, há, há, há! . E até hoje apapagaida deles continua, agora como Sukkoi-57. Acho que até um F5 velho da FAB abate esse caça russo.

Robson
Robson
3 anos atrás

O aviao eh excelente! Muitos comentarios aqui parecem vir de quem nao entende do mercado de aviacao. Alguns operadores deixam de cumprir suas obrigacoes contratuais e culpam o aviao por seu fracasso.
A sukhoi tem investido em grandes parceiros de manutencao e ainda levado estoque a regioes de interesse, a exemplo na Tailandia com a Wish-V MRO e seus novos operadores na regiao.
Conheço muito bem o Embraer 190, o a220 e dwmais concorrentes. Enfim, o SSJ100 eh um grande aviao!! So precisa ter o dono adequado!!

guilherme venancio santana

Concordo plenamente com o Robson. Quanto a nova empresa da joint- ventura Embraer e Boeing será o fim do sonho de militares que constitucionalistas de autonomia da indústria aérea do Brasil.

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