LATAM Airlines tem plano de reorganização aprovado pela Justiça dos EUA

Companhia aérea pretende deixar o “Chapter 11” durante o segundo semestre após implementar ações corporativas restantes
Boeing 767-300 da LATAM (Latam)

A LATAM Airlines anunciou que a Corte do Distrito Sul de Nova York aprovou o plano de reorganização proposto pela empresa aérea para deixar o “Chapter 11”, legislação de concordata dos EUA.

O plano conta com o apoio de quase todos os credores da empresa após meses de negociação com seus principais sócios e “atende aos requisitos legais dos EUA e do Chile”, explicou a LATAM.

Estamos muito satisfeitos com a confirmação de nosso plano de reestruturação pelo juiz. Este é um passo muito importante no processo de saída do Capítulo 11 e continuaremos trabalhando intensamente para concluir as etapas restantes nos próximos meses”, disse Roberto Alvo, CEO da LATAM Airlines Group.

A LATAM agora tem a missão de implementar uma série de medidas corporativas que permitirão que a empresa aérea saia da recuperação judicial, o que é esperado para o segundo semestre.

“Isso inclui a aprovação na Assembleia Extraordinária dos Acionistas da nova estrutura de capital contemplada no Plano, o registro de ações e títulos mobiliários no registro de valores da Comissão do Mercado Financeiro do Chile (CMF) e a implementação dos respectivos períodos de direito de preferência para a oferta das ações e títulos conversíveis aos atuais acionistas da LATAM”, disse o comunicado da empresa sediada no Chile.

O plano de recuperação da LATAM prevê a injetação de cerca de US$ 8 bilhões por meio de uma combinação de aumento de capital, emissão de títulos conversíveis e novas dívidas. Entre eles está  financiamento de US$ 5,4 bilhões bancados pelos seus principais acionistas (Delta Air Lines, Qatar Airways e Grupo Cueto) e pelos principais credores da LATAM (credores representados pelo grupo Ad Hoc de Credores da LATAM Parent e certos detentores de títulos locais).

A LATAM havia entrado em recuperação judicial em maio de 2020, logo após o início da crise sanitária causada pela pandemia do Covid-19 e que derrubou o tráfego aéreo mundial.

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