Os dois primeiros caças leves KAI FA-50M comprados pela Malásia já estão no país do Sudeste Asiático. As aeronaves M58-01 e M58-02 chegaram no domingo (1º) à Base Aérea de Kuantan, onde ficarão sediadas, após um voo de traslado iniciado na Coreia do Sul.
Os jatos ainda não foram formalmente incorporados à Força Aérea Real da Malásia. Antes disso, passarão pelos testes finais de aceitação, etapa prevista para ser concluída ainda em novembro.
Fabricado pela Korea Aerospace Industries (KAI), o FA-50 é um jato supersônico de treinamento avançado e combate leve derivado do T-50 Golden Eagle. A Malásia encomendou 18 aeronaves em 2023 por quase 4 bilhões de ringgits, cerca de US$ 950 milhões pela cotação atual.
A versão FA-50M foi desenvolvida para os requisitos malaios e conta com radar de varredura eletrônica ativa (AESA), pod de designação de alvos Sniper e capacidade de reabastecimento em voo pelo sistema de sonda e cesta.

Traslado teve atraso
Os dois FA-50M deixaram as instalações da KAI em Sacheon em 29 de outubro. O traslado incluiu escalas em Jeju, na Coreia do Sul, Laoag, nas Filipinas, e Labuan, já em território malaio.
O M58-01 chegou a Labuan em 30 de outubro, mas um problema técnico atrasou o segundo avião. O M58-02 completou esse trecho apenas em 1º de novembro, quando os dois caças puderam seguir juntos para Kuantan.
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No último trecho do traslado, pilotos malaios viajaram nos FA-50M ao lado dos pilotos da KAI. Os dois jatos pousaram em Kuantan às 15h38 no horário local.
A chegada inicia a fase de entregas do contrato assinado em 2023. A Malásia deverá contar com seis FA-50M até abril de 2027 e receber os 18 aviões até 2028.

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Os novos caças serão operados pelo 15º Esquadrão e também permitirão a substituição dos antigos BAE Systems Hawk 108 e 208. A Malásia selecionou o FA-50 em uma concorrência que teve como adversário final o HAL Tejas, da Índia.
O governo malaio também planeja uma segunda compra dentro do programa de aeronaves de treinamento avançado e combate leve, mas ainda não definiu o modelo. Apesar da possibilidade de uma nova encomenda do FA-50 ter sido mencionada anteriormente, o ministro da Defesa, Mohamed Khaled Nordin, afirmou que a escolha ainda não foi feita.



