A Marinha dos Estados Unidos (US Navy) concedeu à Boeing o primeiro contrato de produção do MQ-25A Stingray, reabastecedor não tripulado embarcado projetado para substituir o F/A-18E/F Super Hornet na função de reabastecimento aéreo.
O contrato de US$ 562 milhões abrange três MQ-25A no Lote 1 de Produção Inicial em Baixa Cadência. O acordo também prevê financiamento antecipado para componentes de fabricação destinados a outras três aeronaves planejadas para o Lote 2. As entregas do primeiro lote de produção devem começar em 2029.
Segundo a Boeing, as três aeronaves elevam para 14 o número de MQ-25A sob contrato. O Lote 2 está previsto para ser assinado em 2027.
A encomenda de produção ocorre após a aprovação do Marco C em maio, que autorizou o Stingray a entrar na fase de Produção e Implantação. A decisão foi tomada menos de um mês após o primeiro Modelo de Desenvolvimento de Engenharia do MQ-25A realizar seu voo inaugural em 25 de abril, a partir da instalação da Boeing no Aeroporto MidAmerica, em Mascoutah, Illinois.
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Durante o voo de aproximadamente duas horas, a aeronave taxiou, decolou, voou e pousou de forma autônoma, enquanto pilotos de veículos aéreos da Marinha e da Boeing monitoravam a missão e enviavam comandos pelo Sistema de Controle de Missão de Aviação Embarcada Não Tripulada.
Novos testes de voo estão previstos antes que o programa seja transferido para a Naval Air Station Patuxent River, em Maryland, para trabalhos de qualificação embarcada.

Programa de produção prevê 76 aeronaves
A Marinha atualmente prevê 76 veículos aéreos no programa MQ-25A, incluindo quatro Modelos de Desenvolvimento de Engenharia e cinco Artigos de Teste de Demonstração de Sistema. Sete aeronaves de teste estão em produção nas instalações da Boeing em St. Louis e Mascoutah.
O programa de desenvolvimento da Boeing também inclui dois artigos de teste em solo para ensaios estáticos e de fadiga. As novas aeronaves do Lote 1 são os primeiros Stingray encomendados especificamente sob produção em baixa cadência, e não mais como parte do programa de desenvolvimento e testes.
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O MQ-25A foi projetado principalmente para fornecer reabastecimento aéreo orgânico às alas aéreas embarcadas. Atualmente, a Marinha utiliza F/A-18E/F Super Hornet em parte dessa função, o que exige que aeronaves de combate transportem tanques externos e equipamentos de reabastecimento, em vez de cumprir missões de ataque.
Quando entrar em operação, o Stingray será a primeira aeronave não tripulada operacional embarcada da Marinha. O controle será feito pelo Sistema de Controle de Missão de Aviação Embarcada Não Tripulada, que integra estações de controle em solo, comunicações e infraestrutura embarcada. A Marinha planeja, futuramente, habilitar tanto porta-aviões da classe Nimitz quanto da classe Ford para operar o MQ-25.

Programa atrasou em relação à meta original de 2024
O marco de produção ocorre bem depois do planejado inicialmente. Quando a Boeing venceu o contrato de US$ 805,3 milhões para Desenvolvimento de Engenharia e Fabricação em agosto de 2018, a Marinha previa que o MQ-25A atingisse capacidade operacional inicial em 2024.
O contrato original previa o projeto, desenvolvimento, construção, testes e suporte de quatro aeronaves e fazia parte de um esforço de aquisição acelerada, visando reduzir o tempo de desenvolvimento.
A aeronave que voou este ano é diferente do demonstrador T1, de propriedade da Boeing, que realizou seu primeiro voo em 2019 e, posteriormente, fez demonstrações de reabastecimento aéreo com o F/A-18 Super Hornet, F-35C e E-2D Advanced Hawkeye.
Enquanto isso, a infraestrutura embarcada começou a ser implementada. A Marinha instalou seu primeiro Centro Operacional de Guerra Aérea Não Tripulada a bordo do USS George H.W. Bush em 2024, fornecendo o ambiente de controle embarcado que será utilizado futuramente pelos pilotos de veículos aéreos para operar o MQ-25.



