Mitsubishi conclui 5º protótipo do SpaceJet M90

Exemplar mais recente do jato regional japonês foi atualizado com mais de 900 mudanças para atender aos requisitos de certificação e será enviada para os EUA para concluir o programa de testes
O 5º protótipo do Spacejet M90 teve várias alterações para atender aos requisitos da FAA (Mitsubishi)
O 5º protótipo do Spacejet M90 teve várias alterações para atender aos requisitos da FAA (Mitsubishi)

A Mitsubishi Aircraft finalizou nos últimos dias a montagem do 5º protótipo do SpaceJet M90, maior versão do seu jato regional. A aeronave foi rebocada da fábrica da empresa no Japão até o aeroporto de Nagoya, de onde voará até os EUA para se juntar aos demais aviões no programa de certificação do modelo.

A novidade é que o novo SpaceJet recebeu mais de 900 aperfeiçoamentos em seu projeto para se adequar às exigências de certificação do FAA, a agência de aviação civil dos EUA. De acordo com a empresa, o novo M90 já atende à configuração final para homologação – e que é aguardada ainda para 2020.

Este ano é crucial para os planos da fabricante, que tem passado por vários revezes recentemente. Um deles foi o cancelamento da encomenda de 100 pedidos da empresa Trans States Holdings, justamente porque o M90, com seus 88 assentos, não se encaixa nos requerimentos do mercado dos EUA.

Desde 2015, a Mitsubishi tem conduzido testes em voo do jato, então chamado MRJ90. No ano passado, a fabricante decidiu rever todo o programa de aviões comerciais que foi rebatizado como SpaceJet e teve sua variante menor, MRJ70, substituída pelo modelo M100, ainda inédito.

A mudança de planos pretende adequá-lo à cláusula de escopo que existe entre o sindicato de pilotos das grandes companhias aéreas dos EUA e que impede que aviões sejam utilizados por seus braços regionais com peso máximo de decolagem acima de 86.000 libras e 76 assentos. É a mesma categoria onde concorre o brasileiro E175-E2, da Embraer, mas que também está acima do limite estabelecido.

Para se adequar à cláusula, a Mitsubishi fará mudanças no seu comprimento e na configuração de assentos para ampliar sua capacidade e também reduzir seu peso ao usar materiais mais leves na sua construção como ligas de alumínio-lítio e fibra de carbono. Com isso, o jato será capaz de transportar 76 passageiros em três classes, uma das formas que as companhias têm utilizado para driblar a limitação, e ainda oferecer um alcance respeitável.

Em setembro, a fabricante japonesa anunciou a primeira encomenda do M100. A companhia aérea Mesa Airlines se comprometeu a comprar até 100 unidades da variante que serão entregues a partir de 2023. Espera-se que nos próximos meses finalmente o SpaceJet entre em serviço com a companhia aérea All Nippon Airways.

A All Nippon Airways será a cliente lançadora do SpaceJet, quem sabe, em 2020 ainda (MHI)

Veja também: Novo jato E175-E2 da Embraer completa primeiro voo

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