Acidente com Boeing 737-800 no Irã deixa 176 mortos

Aeronave da Ukraine International Airlines caiu minutos depois de decolar do principal aeroporto da capital iraniana
(Anna Zvereva)
O 737-800 “UR-PSR” da Ukraine International Airlines foi fabricado pela Boeing em 2016 (Anna Zvereva)

Um jato Boeing 737-800 da companhia ucraniana Ukraine International Airlines que transportava 176 pessoas caiu nesta quarta-feira (8) em Teerã, minutos depois de decolar do principal aeroporto da capital do Irã, matando todos os ocupantes. A aeronave seguia para Kiev, na Ucrânia

O acidente ocorreu horas após o Irã ter lançado um ataque de mísseis contra bases no Iraque que abrigavam soldados dos EUA. Autoridades iranianas disseram que a queda do avião pode ter sido causada por um problema mecânico no motor. Representantes da Ucrânia concordaram inicialmente, mas depois se afastaram e vem recusando dar mais informações sobre a queda enquanto a investigação está em andamento.

A aeronave transportava 167 passageiros e nove tripulantes. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Vadym Prystaiko, disse que havia 82 iranianos, 63 canadenses, 11 ucranianos, 10 suecos, quatro afegãos, três alemães e três britânicos a bordo da aeronave.

A Ukraine International Airlines informou que suspendeu indefinidamente seus voos para Teerã após o acidente. “Era um dos melhores aviões que tínhamos, com uma tripulação incrível e confiável”, disse Yevhen Dykhne, presidente da companhia aérea ucraniana. O Boeing 737-800 (matrícula UR-PSR) que caiu em Terrã tinha apenas três anos de serviço.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, também ordenou uma inspeção completa de todos os aviões civis do país, “independentemente das conclusões sobre o acidente no Irã”.

O avião havia atrasado a decolagem do Aeroporto Internacional Imam Khomeini em quase uma hora. Segundo dados do FlightRadar24, o jato decolou seguindo para o oeste e permaneceu cerca de dois minutos e alcançou 7.925 pés (2.415 metros) antes de cair.

Ainda não está claro o que aconteceu. Qassem Biniaz, porta-voz do Ministério de Estradas e Transportes do Irã, disse que existe a suspeita de um incêndio em um dos motores do 737 ucraniano, segundo a agência de notícias estatal IRNA.

Em meio a escalada da tensão entre o Irã e os EUA após o assassinato do general Qassem Soleimani, hipóteses sobre um ataque terrorista inicialmente vêm sendo descartadas pelas autoridades dos dois países e a companhia ucraniana.

Hassan Razaeifar, diretor do comitê de investigação de acidentes aéreos do Irã, afirmou que o piloto não pôde se comunicar com os controladores de tráfego aéreo em Teerã nos últimos momentos do voo. Autoridades do país também confirmaram que encontraram as caixas-pretas do avião.

Modelo anterior ao 737 MAX

Introduzido no final dos anos 1990, o 737-800 um modelo da série New Generation (NG), uma geração mais antiga que o 737 MAX, que segue aterrado por quase 10 meses após dois acidentes fatais.

Desde o ano passados, os 737 NG vêm sendo inspecionados por conta de relatos de rachaduras em uma parte estrutural que mantém as asas presas à fuselagem. A Boeing informou em outubro que companhias no mundo todo haviam revisado 810 aviões, seguindo um pedido da agência de aviação civil dos EUA. Desses total, 38 aviões (5%) precisavam de reparos, confirmou a fabricante na época.

“Este é um evento trágico e nossos pensamentos sinceros estão com a tripulação, os passageiros e suas famílias”, disse a Boeing pelas redes sociais. “Estamos em contato com nossos clientes de linhas aéreas e os apoiamos neste momento difícil. Estamos prontos para ajudar de qualquer maneira necessária.”

Veja mais: Lockheed Martin entregou 134 caças F-35 em 2019

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