Novo gigante: Rússia faz primeiros testes com o sucessor do An-124

Apelidado de Slon (Elefante, em russo), projeto pode originar um dos maiores aviões do mundo
Projeção do “Elefante” (Slon em russo), jato cargueiro de grande porte da Rússia (TsAgi)
Projeção do “Elefante” (Slon em russo), jato cargueiro de grande porte da Rússia (TsAgi)

Proposto para ser o sucessor do cargueiro pesado Antonov An-124 na Rússia, o projeto apelidado como “Slon” (Elefante, em russo) já está passando pela etapa inicial de testes em túnel de vento. Usando um modelo em escala reduzida, pesquisadores russos do Instituto Central de Aerohidrodinâmica (TsAgi) analisaram o comportamento da aeronave que no futuro pode ser uma das maiores do mundo, com capacidade para transportar 180 toneladas de carga.

Os primeiros testes em laboratório examinaram a estabilidade da aeronave em baixa velocidade e em diferentes níveis de altitude, além de determinar a eficácia das superfícies de controle do avião, projetado para ter 82,3 metros de comprimento por 88,3 de envergadura.

“Os resultados obtidos confirmam as características declaradas do projeto”, disse o pesquisador júnior de aerodinâmica de aeronaves de transporte do TsAgi, Alexander Krutov, citado pelo Flight Global. Segundo a publicação, a próxima etapa de testes em túnel de vento tem o objetivo de visualizar o fluxo de ar torno do modelo em voo em situações de voo de cruzeiro.

O instituto diz que essa avaliação permitirá aos pesquisadores identificar “áreas de possível otimização” no design do Slon.

Voando invertido no túnel de vento: projeto do Slon está na fase inicial de estudos (TsAgi)

A Rússia estuda duas opções de fuselagem para o novo cargueiro, uma mais larga, com piso de 6,4 metros de largura e voltada para a Força Aérea da Rússia, e outra mais estreita, porém maior que a do An-124, com 4,5 metros de largura e que teria como cliente inicial a companhia cargueira russa Volga-Dnepr. Apesar do avanço no estudos, não há ainda um pedido oficial do Kremlin para que o avião saia do papel.

A necessidade de produzir um grande avião de transporte de cargas russo surgiu após o rompimento de relações entre a Rússia e a Ucrânia em 2014, após a crise na região da Crimeia. Como a Antonov é uma fabricante ucraniana, seus aviões passaram a ser um problema para Moscou, que optou por manter seus An-124 operacionais com a ajuda da Ilyushin.

Na outra ponta, a Antonov também planeja reativar a linha de montagem do An-124, mas desta vez sem ajuda dos russos. Porém, o plano dos ucranianos ainda não avançou.

A frota de mastodontes aéreos da Antonov e de sua parceira Volga-Dnepr: capacidade única
A frota de mastodontes aéreos da Antonov e de sua parceira Volga-Dnepr (Divulgação)

A produção da An-124, concebido originalmente como transporte militar pesado, foi iniciada em 1982 e o avião foi declarado operacional em 1986. Seu primeiro cliente foi a força aérea da antiga União Soviética. Ao todo, foram fabricados 55 unidades do modelo – os modelos mais recentes foram fabricados pela Antonov em 2004.

Veja mais: Russos e chineses se desentendem no projeto do jato widebody CR929

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José Rocha Rocha Rocha

AVANTE MÃE RÚSSIA

José Rocha Rocha Rocha

AVANTE MÃE RÚSSIA, EM TI CONFIAMOS

Edson Machado de Barros

É isso aí Russia, vocês são os melhores!

Anderson Mella
Anderson Mella
1 ano atrás

Impressão minha, ou é muuito parecido com o C5 Galaxy?

Paulo
Paulo
1 ano atrás

Duvido que seja produzido.

João
1 ano atrás

Há de ser uma valência competitiva e o mundo precisa da sã concorrencia

Boni Rocha
1 ano atrás

Vai saber quem é pior no quesito copiar coisas, o russo ou o chinês.

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