Se um A380 enfrentar uma dura turbulência é sinal de que o clima ao seu redor não é nada bom (Airbus)

Maior avião comercial de todos os tempos, o Airbus A380 é uma máquina que desperta enorme curiosidade do público. Uma dúvida frequente sobre a colossal aeronave de 575 toneladas (peso máximo de decolagem) é se ela enfrenta mais turbulência em voo pelo fato de ser tão grande.

A explicação para essa questão já é conhecida há mais de 300 anos e quem matou a charada foi o físico britânico Isaac Newton. “A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade: as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em sentidos opostos”, diz a Terceira Lei de Newton.

A turbulência em voo é causada por variações na atmosfera. Quanto mais instável for o fluxo de ar, maior será a instabilidade de uma aeronave em voo. Nesse caso, quanto menor for a resistência de uma asa ao fluxo de ar, maior é a probabilidade de ela reagir. Resumindo de uma forma simples: aviões com asas pequenas geram menos sustentação, o que implica em mais turbulência.

Aeronaves como o A380 tem asas enormes. O gigante da Airbus tem incríveis 79,7 metros de envergadura e uma área alar de 845 m². Tomando como exemplo outro jato do fabricante europeu, o A320 tem 35,8 m de envergadura e área alar de 124 m². Portanto, a resposta em geral é: quanto maior a asa do avião, mais suave será o voo.

Suave na nave: quanto maior a asa do avião, mais estável é o voo (Airbus)

Se você estiver em um A380 voando em turbulência muito brusca, um A320 voando logo atrás dele provavelmente estará enfrentando um balanço assustador. Mas não se preocupe: seja o avião pequeno ou grande, os pilotos contam com recursos para antecipar essas situações e contornar o mau tempo ou ao menos escolher um caminho mais estável.

Comentando sobre esse tema no site de perguntas e respostas Quora, Doug Hanchard, ex-piloto de linha aérea com mais de 7.000 horas de voo, disse que a única forma de um A380 sucumbir a uma turbulência seria se ele passasse bem no meio de uma microburst (fortes colunas de ventos em direção ao solo) com mais de 12.250 m² de extensão com ventos descendentes de 920 km/h. A boa notícia é que esse tipo esse fenômeno nunca aconteceu com essa intensidade.

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