Por onde voam os últimos Fokker 100?

Aposentado no Brasil em 2015, o polêmico jato da Fokker vem ganhando espaço em voos charter e há até modelos sendo reativados
Muitos dos antigos Fokker 100 da TAM continuam em operação com empresas no Irã (Aero Icarus)
Muitos dos antigos Fokker 100 da TAM continuam em operação com empresas no Irã (Aero Icarus)
Muitos dos antigos Fokker 100 da TAM continuam em operação com empresas no Irã (Aero Icarus)
Muitos dos antigos Fokker 100 da TAM continuam em operação com empresas no Irã (Aero Icarus)

Só de ouvir o nome “Fokker 100” algumas pessoas sentem calafrios. O polêmico jato de passageiros que assombrou o passado da TAM, com uma cota considerável de sustos e um trágico acidente, por outro lado, também é considerada um ícone da aviação comercial.

E a carreira do Fokker 100 ainda não terminou. Em alguns aspectos, ela está recomeçando: o avião vem sendo comprado por empresas de voos charter (fretados) e, o mais impressionante, dezenas de aparelhos que estavam estocados foram reativados e retornaram a transportar passageiros.

Segundo registro do Airfleets, existem atualmente 199 jatos Fokker 100 “ativos”. É um número impressionante, levando em consideração que a Fokker produziu apenas 283 unidades do avião. A produção começou em 1986 e terminou em 1997, um ano após a fabricante holandesa ter ido a falência.

Ainda de acordo com mesma página, cerca de 40 modelos Fokker 100 permanecem estocados. Essas aeronaves podem ter suas peças reaproveitadas em aparelhos que continuam voando, ou serem reativadas, como vem acontecendo. Os números ainda mostram que o avião holandês é valioso: apenas 22 unidades foram “escrapeadas”, termo usado na aviação quando o avião é descartado.

Sucesso na Austrália

Lembra dos “MK-28” da companhia Avianca Brasil? Depois de uma longa carreira com a empresa, os últimos Fokker 100 do Brasil foram vendidos a companhia Qantas Link, da Austrália, a divisão de voos regionais do grupo Qantas. Antes de voarem com a Avianca, esses mesmos aparelhos (a empresa teve 14 unidades) pertenciam a American Airlines, que havia estocado as aeronaves alguns anos antes.

Os Fokker 100 ex-Avianca foram comprados pelo grupo australiano Qantas e seguem voando (Qantas)
Os Fokker 100 ex-Avianca foram comprados pelo grupo australiano Qantas e seguem voando (Qantas)

A atual maior frota de Fokker 100 no mundo também está na Austrália. A empresa de voos charter Alliance Airlines possui 17 unidades do jato holandês. Outra empresa do país que opera a aeronave é a Virgin Australia Regional Airlines, com 14 aparelhos.

Os Fokker 100 da Virgin Australia Regional Airlines também continuam em operação (Bidgee)
Os Fokker 100 da Virgin Australia Regional Airlines também continuam em operação (Bidgee)

Fokker 100 pelo mundo

Outras empresas de voos charter que utilizam o Fokker 100 são Bek Air, do Cazaquistão, e a MJET, da Áustria, cada uma com cinco aeronaves. Existe ainda mais uma dezena de empresas desse tipo que voam com o Fokker, sobretudo em países do leste europeu, com um ou dois aparelhos a disposição.

Depois da Austrália, o segundo país onde mais existem Fokker 100 ativos é no Irã. No país do Oriente Médio, o jato é operado pelas companhias Iran Air, com 12 unidades, e a Iran Aseman Airlines, que ainda mantém 16 aparelhos em condições de voo.

Outra empresa iraniana que utiliza o modelo é a Kish Air, com três jatos em operação. Muitos desses modelos que voam no Irã, fabricados na década de 1990, pertenciam a TAM.

A empresa Iran Aseman Airlines é outro grande operados do Fokker 100 (IAA)
A empresa Iran Aseman Airlines é outro grande operados do Fokker 100 (IAA)

Na Europa, os últimos operadores do Fokker 100 são a TAP e a KLM, que utilizam a aeronave em suas divisões “low-cost”. As duas empresas, porém, estão desativando seus aparelhos – a TAP, por exemplo, está trocando seus Fokker 100 por jatos Embraer E190.

Outra empresa europeia que ainda mantém o jato holandês é a Austrian Airlines. A companhia, aliás, é um dos maiores operadores do Fokker, com uma frota de 15 jatos.

Nas Américas, o último operador do modelo é Air Panama, com cinco jatos, e na África, o Fokker 100 ainda voa com duas companhias aéreas de pequeno porte. Voltando a Oceania, outro grande usuário do Fokker é a companhia Air Niugini, de Papau Nova Guiné, com sete aeronaves.

A Air Panama é o último operador do Fokker 100 nas Américas (Panamafly)
A Air Panama é o último operador do Fokker 100 nas Américas (Panamafly)

A importância do Fokker 100

O Fokker 100 nasceu do pedido de companhias por aeronaves adequadas às necessidades dos mercados domésticos e transporte regional. O modelo “‘100” foi elaborado a partir do Fokker F-28, mais curto, e na época de seu lançamento agradou seus operadores.

Era um jato com baixo custo de manutenção, bom desempenho e apresentava índices de ocupação satisfatórios, afinal era menor e mais leve que outros jatos que voavam nas mesmas rotas, como o Boeing 737. Com essa solução, as companhias tinham melhor rentabilidade nas operações.

O Fokker 100 pode ser configurado para transportar 122 passageiros e totalmente abastecido e carregado pode realizar viagens de até 3.100 km. Já a velocidade máxima é de 845 km/h. Essa performance atraiu muita atenção no mercado, tanto que mais de 50 companhias aéreas do mundo todo compraram o jato, inclusive grandes nomes, como Air France, KLM e American Airlines.

A American Airlines foi o maior cliente do Fokker 100, com quase 100 unidades (Aero Icarus)
A American Airlines foi o maior cliente do Fokker 100, com quase 100 unidades (Aero Icarus)

No entanto, o início da carreira do Fokker 100 foi marcado por uma série de erros de projeto, corrigidos somente no final dos anos 1990. Essas falhas, que resultaram em mais de 20 incidentes, alguns graves, marcaram a trajetória do avião, que por muitos é considerado formidável.

Apesar da má fama no Brasil, apenas dois Fokker 100 caíram ao longo desses quase 30 anos de história do aparelho na avião comercial. Além do acidente com o modelo “Number One” da Tam, em 1996, que deixou 99 mortos, outro aparelho, da companhia Palair Macedonian Airlines, já havia caído em 1993, na Macedônia, matando 83 dos 97 passageiros e tripulantes que estavam a bordo.

A Avianca foi a última companhia do Brasil a voar com o Fokker 100 (Thiago Vinholes)
A Avianca foi a última companhia do Brasil a voar com o Fokker 100 (Thiago Vinholes)

Apesar da idade, o Fokker 100 ainda deve continuar voando por mais uma década, ou quem sabe até duas. A aeronave pode ser o pontapé inicial para o início de uma nova companhia aérea: cada unidade usada custa entre US$ 1 milhão e 3 milhões. Caro é a manutenção, que deve acabar antes do avião…

Veja mais: Fokker 100 se despede do Brasil

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Bila
Bila
5 anos atrás

Apesar do acidente fatal com o Fokker da TAM devemos lembrar também que outros dois – também da TAM sofreram incidentes graves mas que tiveram apenas – infelizmente – uma morte. Aquele que vinha de São Jose dos Campos e um maluco explodiu uma bomba dentro dele. Ele ainda voou por mais de uma hora com um rombo enorme da fuselagem e pousou em relativa segurança. Infelizmente um passageiro que nada tinha a ver foi ejetado da cabine junto com sua poltrona. O outro foi aquele que pousou de barriga em uma fazenda na região de São Jose do Rio Preto(?). Apenas algumas vacas perderam suas vidas. Tripulação e passageiros ilesos. Dai se vê a qualidade da aeronave.

Joao
Joao
5 anos atrás

Voei o F-100 por 15 meses . Foi primeiro jato é uma baita escola .
Avião formidável , sinto saudades até hoje ( voo Airbus ) . Fácil de voar , aceita erro , excelente para transição do avião a hélice para jato e principalmente moderno , seja para a época que foi criado ( estava à frente do seu tempo ) seja agora . O Airbus tem ECAM , fokker 100 também ( outro nome evidente ) , Airbus corta as packs para partida dos motores , fokker 100 tbem , o sistema de pressurizacao do Airbus entende automaticamente a troca de nível ( trocando por exemplo do 310 para o 350 ) o do fokker 100 também , partida no APU do Airbus e ” automática ” sem necessidade de colocar uma bomba para o APU no fokker 100 também , o sistema elétrico do Airbus automaticamente coloca o APU na barra , do fokker 100 também. Boeing 737 faz tudo isso automático ? Claro q não !

grtecno
grtecno
5 anos atrás

Tinha um desses da TAM no museu de São Carlos. Com o fechamento do mesmo, mais uma que vai ser vendida?

Antonio R Bruno
Antonio R Bruno
5 anos atrás

Eu voei muitos anos como passageiro nos Fokker 100. Apesar de incidentes que aconteceram, era um avião confortável , silencioso do meio para a frente. Pena que aqui aconteceram tantos problemas , porém eu nunca passei por nenhuma situação de emergência. No entanto em outros aviões com fama de seguros eu passei por 4 ou 5 incidentes, como pane de turbina, hidráulica, etc. mas também sempre sem grandes problemas.

José Manoel Pereira
José Manoel Pereira
5 anos atrás

Voei muito em F100 da TAM!
E gostava muito! Os lugares dianteiros eram ótimos (não havia ruído algum, devido os motores serem traseiros), com bom espaço e os procedimentos de embarque/desembarque/acomodação dos passageiros parecia ser muito mais rápido que os atuais Airbus/B737!
A decolagem era rápida e havia muito pouca turbulência. Todos os pousos eram muito suaves!
Tenho muitas saudades deste Fokker

Vitor
Vitor
5 anos atrás

Voei no MK da Avianca e não tive medo. É um avião confortável com bancos de couro e silencioso pela posição das turbinas na cauda. Conforme citado no texto, o Fokker-100 é na verdade um avião muito seguro, e fora do Brasil possui uma reputação excelente. O índice de acidentes do modelo é inferior por exemplo ao do turboélice ATR da Azul, do qual ninguém fala nada. O relatório que apontou as causas do único acidente fatal que fez a mídia tanto macular o modelo no Brasil até hoje é contestado por muitos especialistas. O motivo de estar sendo retirado de serviço nada tem a ver com segurança, mas por haver se tornado menos competitivo frente a concorrentes mais novos, pois possui motores defasados e menor capacidade de carga.

AB
AB
5 anos atrás

Somente uma queda no Brasil? E aquele que desceu de barriga num pasto do interior de São Paulo? Isso não é considerado queda?

Wagner A dos Santos
Wagner A dos Santos
5 anos atrás

Usei este avião duas vezes, para ir e voltar a Goiás num vôo charter. Nunca mais entrei num deles. Péssimo, horrível. E olha que já viajei de EMB 120 turboélice e achei melhor. Este avião é o pior que já usei. Eu até já voei num DC9 ( bireator parecido, mais curto e um pouco mais largo) que foi o segundo pior

Vanderlan Alves da Silva
Vanderlan Alves da Silva
5 anos atrás

Voei mais de dez anos com os Fokker 100 da TAM e sempre achei que estava viajando seguro.

Robson
Robson
5 anos atrás

Isso em uma turbulência tremia mais que uma minhoca que jogaram sal.

Luis
Luis
5 anos atrás

Thiago,
Morei na Argentina na decada de 70.
Te digo que foi na Argentina onde por primeira vez surgiram os Fokker a jato (a evolucao do Fairschild F27), com a Aerolineas Argentinas.
O Fokker F28 bem mais curtinho que o F100, mas por isso mesmo lindo, proporcional, foi durante anos simplesmente o “Fokker”

Depois veio o spaghetti F100.
Assim como o DC9 analogo, substituido depois pelo MD90
Sds
Luis K

Ademir
Ademir
5 anos atrás

Se percebe que o problema não é o avião e sim a Cia aérea..

Lair Hinojosa
Lair Hinojosa
5 anos atrás

É importante lembrar que o Fokker 100 foi um divisor de águas e que transformou a TAM de uma empresa considerada pequena, de frota velha e ultrapassada e marginalizada por muitos, na Gigante que é hoje, graças ao seu maior líder, o visionário e saudoso Cmte Rolim Adolfo Amaro que tive o prazer do convívio durante muitos anos.

Lair Hinojosa

São Pulo – SP

Marcos
Marcos
5 anos atrás

Pois é João. É exatamente por isso que o Boeing não vive caindo toda hora.

Carlos Di Rienzo
Carlos Di Rienzo
5 anos atrás

Minhas recordações com o F-100 da TAM são péssimas…lembro até hoje de um cavalo de pau num pouso em Viracopos… numa pista enorme…desconfortável…não tenho nenhuma saudade ao contrário de outras aeronaves que voei…

Ricardo
Ricardo
5 anos atrás

Voei em Fokker 100 da TAM por mais de 400 vezes e confesso que sentia-me bastante seguro neles (até no que caiu – aquele com o #1 eu voei semanas antes do acidente em 1996 no qual meu diretor na época foi uma das vítimas fatais)! Em aviação o que mais importa é a manutenção realizada com perfeição e sem desculpas. Naquela época da TAM, aparentemente funcionavam bem!

pedro miguel
5 anos atrás

A marca leva a culpa, mas temos que considerar que a manutenção em dia eh mais importante, coisa que não contecia com a tam. Essa empresa foi responsável pelo maioria dos acidentes ocorridos no brasil

Eduardo Mees
Eduardo Mees
5 anos atrás

Voei muito com este avião, inclusive pousei em Cumbica na cabine a noite. Último vôo em 2014 num MD 28 da Avianca . Vôo silencioso com espaço fantástico entre poltronas. Um belo e excelente avião . Mataram ele no Brasil por comentários de curiosos. Eduardo Mees -São Bernardo do Campo.

Ulisses
Ulisses
5 anos atrás

Caiu porque não tinha manutenção no reverso.

Fabiano
Fabiano
5 anos atrás

O mais silencioso que já voei, mesmo estando na última fileira

José Angelo
5 anos atrás

Eu não entendo muito de avião, não sei se é bom ou não, mas eu acho ele bem bonito.

Daniel
Daniel
5 anos atrás

Não gostava do fokker100, por causa do acidente em SP. Mas nunca tive problemas. Já num Boing, que é meu preferido, uma vez passei por uma despressurizacao, com máscaras e tudo…

WM
WM
5 anos atrás

Voei 10 anos o F-100 é uma aeronave segura e econômica ,só fala mal dele quem não tem conhecimento técnico. Claro que voar como passageiro é uma coisa e outra é pilotar esta maravilhosa maquina como eu e alguns colegas fizemos, bem planejado poderia voar até hoje.
Grande prejuízo das empresas hoje é : ocupação , não adianta ter 180 assentos e somente 60% ocupados.

Mas parabenizo a quem fez a reportagem,muito boa.

Renato
Renato
5 anos atrás

Ótimo comentário Marcos! Avião é Boeing! O Airbus é uma beleza, todo automatizado. E por que caiu aquele da Air France mesmo?

Enio Shimabukuro
Enio Shimabukuro
5 anos atrás

Guardadas as proporções, e o EMB Bandeirantes?

Manoel Fokers Botelho
Manoel Fokers Botelho
5 anos atrás

Leia sobre os Fokers…

Marcos
Marcos
5 anos atrás

Me parece que Congonhas ainda possui 2 aparelhos da Avianca no pátio!!

Joao
Joao
5 anos atrás

Quem crítica o F100 não sabe do que está falando . Não conheço um piloto que fale mal do avião .
A pergunta é , o que pax entende de avião ? Absolutamente nada .
Quanto aos problemas do F100 no Brasil , não seria a companhia não ?

Alexandre
Alexandre
5 anos atrás

Concordo com o Joao.

alexandre
5 anos atrás

Um exelente acft, ótimo para voo regional e de médio percurso.
Muitos pilotos tem saudades do acft.

Luis Amorim
Luis Amorim
5 anos atrás

TAM F-100, 2001, congonhas-salvador. HORRÍVEL!!!. Muita e muita turbulência. A cabine tremia de lado ao outro e NÃO PRESSURIZAVA de jeito nenhum. Muita dor nos ouvidos. Só um insano para defender qualidade nesta aeronave.

Luiz Antonio Alves de Souza
Luiz Antonio Alves de Souza
5 anos atrás

Apesar desses lamentáveis acidentes, o Fokker 100, era uma excelente aeronave, que deixou saudade pelo conforto e segurança.

Pedro
Pedro
5 anos atrás

Com a TAM o problema não é o modelo da aeronave, é a manutenção de suas aeronaves. Normalmente o cuidado de suas aeronaves é mais no aspecto visual externo que passa uma “boa” impressão até que vc entre na aeronave, por que interno, poltronas de tecido esgarçadas, encardidas, componentes se desprendendo etc .. toilette encardido desgastado com aspecto sujo e funcionamento precário, um nojo. Uma empresa que “pina” o reversor de uma aeronave que realiza pousos em pista curta em dias chuvosos deixa a desejar quanto a sua confiabilidade. Segurança não se faz com mídia, se faz com manutenção preventiva.

João Batista Zucarato
5 anos atrás

Amigos, desde que voei a primeira vez, num C47 lá no início dos anos 1970, recordando rapidamente agora, também fiz viagens em Fokker 50 da Rio Sul; Fokker 100 da TAM;, Boeings de toda a série 737, o 767 e o Boeing 777; estes Airbus da TAM e um dos, grandes, da TAP; DC9 da AeroMéxico; o Embraer 145 que a Rio Sul batizou de Jet Class; e os Embraer 190 da Azul e Trip. E, digo com firmeza: de todos, o melhor sempre foi o Fokker 100: confortável, silencioso mesmo naquela época (imagina agora com turbinas modernas!) — e olha que minhas poltronas preferidas são sempre as da penúltima fila. Voava macio, se assim pode se dizer. Teve problemas? Sim. Mas qual equipamento feito pelo homem — e, pior!, cuidado pelo homem — não tem. Mas foram poucos em relação à frota existente e ao tempo que permanecem em operação. Tenho saudades deles. Era gostoso chegar ao aeroporto da Cidade Presépio de Vitória, capital do Estado do Espírito Belo e Santo e embarcar num deles.

• • •

Ah! Em tempo: ia esquecendo dos Eletras, da Ponte Aérea entre a Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro e a Cidade 24 Horas de São Paulo. Outro equipamento sem igual. Pelo que sei, nenhum foi ao chão até hoje. Aliás, minha última informação sobre os equipamentos que operavam aqui é terem sido vendidos para uma companhia canadense de cargas. Será que ainda estão trabalhando por lá? Taí uma boa pauta, não é mesmo?

Marco Antonio Migoranca
Marco Antonio Migoranca
5 anos atrás

Metade dos acidentes com Fokker no mundo ocorreram na mão da TAM, voei muito nesse aparelho e o ronco dos reatores Rolls Royce deixarão saudades

Breno
Breno
5 anos atrás

Thiago, excelente artigo. Apenas uma correção: tanto na aviação quanto em outros ramos da indústria, “escrapear” quer dizer descartar, jogar fora (do inglês “scrap”) e não desmontar um avião para reaproveitar suas peças.

adriano monje
adriano monje
5 anos atrás

A Portugália, braço da TAP para voos regionais, usa normalmente o Fokker 100. São 6 aeronaves nessa empresa.

Lancelot
Lancelot
5 anos atrás

O F-100 foi único em sua classe, hj dominada pela Embraer. Aeronave segura, tem sua fama arranhada somente no Brasil por conta dos acidentes e incidentes na TAM. O problema não estava na aeronave. A TAM não soube crescer.

RENE TIMM
5 anos atrás

Fui muitas vezes em voos charter da CVC a Recife, Natal, Salvador e Fortaleza com este ícone da aviação de décadas atrás. Um vôo melhor que o outro e o que ais me chamava a atenção era o processo de taxiamento da aeronave, sempre em procedimentos rápidos diferentemente dos outros jatos de configurações para mais de 200 passageiros que se arrastam pesadões ate a pista de decolagem ou voltando para parar no finger. Boas lembranças.

LUIZ ANTONIO CHIELLA
LUIZ ANTONIO CHIELLA
5 anos atrás

em recente viagem ao hawaii e voando entre ilhas voei em um fokker 100 da hawaian airlines remodelado ou atualizado em seu interior,voo curto porém muito seguro e confortável..

Luciano
Luciano
5 anos atrás

A cidade que caiu o avião da TAM foi Bilac, bem próximo a Araçatuba, no qual o comandante tinha a intenção de pousar. Graças a Deus não houve vítimas fatais. Na época houve muita repercussão mas ninguém se atentou nas horas antecedentes a esse fato já tinha uma ocorrência em Campinas de um pouso forçado por motivos técnicos.

Paulo Cesar
Paulo Cesar
5 anos atrás

Me recordo de andar num F100 pela ultima vez indo pra Floripa pela Avianca…

Fomos na frente na ida, avião confortável, mas com aquela sombra de “FOKKER 100!!!” kkkk

Na volta sentei do lado da turbina… Ai sim deu medo. Barulhento e cheio de estática entre a fuselagem e a turbina kkkkkk

Bruno
Bruno
5 anos atrás

Esse Avião era uma bomba ambulante. Esqueceram que em 2001 em um voo REC-SAO uma peça desprendeu do motor, quebrou a janela e matou uma passageira por traumatismo craniano? Em 2006 a porta dianteira de outro simplesmente caiu em pleno voo. Em 2002 um vazamento de combustivel, nao identificado pelo sistema do aviao, fez o piloto fazer um pouso forçado em uma área rural. Nesse caso só morreu uma vaca. Pelo que sei esse avião tinha erro de projeto e apresentava microfissuras em sua estrutura. Sem falar que era super barulhento e quando decolava parecia uma rural subindo ladeira em 5a marcha. Desconsiderei o episódio da bomba, pois isso não foi culpa do avião, mas existem outros casos que não listei.

Edinilson
Edinilson
5 anos atrás

O que pax entende de avião? É ele quem paga a passagem! Existe cia. aérea sem essa equação?

Fora essa questão o F-100 também vou no Brasil pela TABA. E o pouso forçado de Birigui-SP só não foi mais grave por ter ocorrido durante o dia.

Cristiano
Cristiano
5 anos atrás

Viagem durante meses de SP a Petrolina pela Avianca e fazíamos troca de aeronave em Brasilia para o Fokker 100, confesso que tinha medo, pois sempre pegávamos turbulência e a aeronave balançava muito e sua descida era como se fosse uma montanha russa…….mas no geral os voos eram bons!!

Guilherme
Guilherme
5 anos atrás

Viajei com um Fokker 100 da Tap entre Lisboa e Barcelona em 2010 e foi um ótimo voo. Noves fora o avião ter aspecto velho, era muito silencioso – acredito que pela configuração dos motores.

Andrey
Andrey
5 anos atrás

Aquele que caiu na fazenda foi em Birigui-SP, eu vi com meus próprios olhos. foi tanta gente ver que tinha até pipoqueiro e algodão doce.

ENIUTO SIMOA
ENIUTO SIMOA
5 anos atrás

Eu estava no voo da AVIANCA,que vinha de PETROLINA, com escala em BRASILIA, o modelo do aviao um FOKKER100, e desceu de barriga em brasilia, por motivos do trem de pouso nao ter ativado, foi o maior susto da minha vida, com sensaçao que fosse morrer naquele dia, 28/03/2014

Will Mendes
5 anos atrás

É joão você esta certo, voei o F-100 10 anos como cmte deste belíssimo avião.
Acidentes acontecem com qualquer aeronave e em muitos casos a CIA é a responsável , e o publico não fica sabendo, daí muitas conversas fiadas , a propósito não foram muitas vacas, foi somente uma que o trem de pouso acertou ao se deslocar.
Para os moldes de Brasil a aeronave é ótima, ( etapas curtas) a ganancia das CIAs em aumentar o n° de assento leva a grandes prejuízos. Uma quer derrubar a outra e caem todas juntas.

vanil
vanil
5 anos atrás

fokker

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