O 500° caça do programa JSF entregue pela Lockheed Martin é um F-35A da USAF (Lockheed Martin)

A fabricante norte-americana Lockheed Martin e seus parceiros internacionais no programa Joint Strike Fighter (JSF) anunciaram nesta semana a entrega do 500° caça F-35 Lightning II. O grupo ainda divulgou que a frota do avião de combate, hoje operado em nove países, ultrapassou a marca de 250.000 horas de voo.

O 500° caça JSF foi entregue à Força Aérea dos EUA (USAF), na Base da Guarda Aérea Nacional de Burlington, em Vermont. A aeronave é um modelo F-35A, a versão mais popular do caça Segundo a Lockheed Martin, a lista de entregas do programa inclui 354 jatos F-35A (variante de pouso e decolagem convencional), 108 F-35B (de decolagem e pouso curto ou vertical) e 38 F-35C (configurado para operar em porta-aviões com sistemas de catapulta e cabos de frenagem).

“Esses marcos são uma prova do talento e dedicação das equipes conjuntas do governo, militares e da indústria”, disse Greg Ulmer, Lockheed Martin, vice-presidente e gerente geral do programa F-35. “O F-35 está fornecendo uma capacidade de combate de 5ª geração sem precedentes para seus operadores ao custo de uma aeronave de 4ª geração”.

Os F-35 estão presentes atualmente em 23 bases no mundo todo e conta com mais de 980 pilotos e 8.890 oficiais de manutenção treinados para operá-los, informou a fabricante. O caça é operado atualmente por esquadrões da USAF, Marinha (US Navy), Corpo de Fuzileiros Navais (USMC), e em forças militares da Austrália, Coreia do Sul, Holanda, Israel, Itália, Japão, Noruega e Reino Unido.

Projeto mais caro da história da aviação

Os números divulgados pela Lockheed Martin mostram que o complexo programa JSF está finalmente provando seu valor após quase 20 anos de desenvolvimento e mais de US$ 400 bilhões investidos pelas nações envolvidas no projeto mais caro da história da aviação.

O desenvolvimento do F-35 já consumiu US$ 400 bilhões e o caça ainda não está completo (Reprodução)

Meme memorável: as críticas ao F-35 vêm diminuindo com o avanço da produção e o seu uso em combate (Reprodução)

O F-35 foi o vencedor da programa JSF em outubro de 2001, superando o caça multifunção X-32 proposto pela Boeing. O projeto da aeronave de última geração e em diferentes versões foi um pedido das forças armadas dos EUA e de outros oito países: Reino Unido, Itália, Holanda, Austrália, Noruega, Dinamarca, Canadá e a Turquia, que foi expulsa do grupo no ano passado. O jato militar também tem seis clientes estrangeiros: Israel, Japão, Coréia do Sul, Bélgica, Polônia e Singapura.

Após um longo processo de desenvolvimento, com os primeiros testes iniciados em outubro de 2000 com o protótipo X-35, a Lockheed Martin tem hoje o que pode ser considerada a linha de montagem de caças mais produtiva do mundo. No ano passado, a fabricante e seus parceiros entregaram 134 F-35 (nas versões A,B e C), um aumento de 47% em relação a 2018. Em 2020, a meta do grupo internacional é produzir 141 aeronaves e continuar aumentando a capacidade até alcançar um pico de 170 aeronaves por ano a partir de 2023. É um número que chega perto da produção anual de jatos comerciais e executivos da Embraer.

O F-35 é um dos poucos caças da chamada 5ª geração, classe de aviões de combate concebida entre o final dos anos 1990 e o início dos anos 2000 e equipadas com o que há de mais avançado na indústria bélica. São aeronaves stealth (“invisíveis” aos radares) com estruturas aéreas de alto desempenho, recursos aviônicos e armamentos avançados, e sistemas de computador altamente integrados, capazes de interagir com outros elementos no espaço de batalha.

Outros raros (e caríssimos) representantes dessa categoria são o Lockheed Martin F-22 Raptor, o jato russo Sukhoi Su-57 e o chinês Chengdu J-20.

O F-35C decola por catapulta

O F-35C é projetado para pousar e decolar em porta-aviões com catapultas e cabos de frenagem (Lockheed Martin)

Com 500 unidades entregues e uma carteira de pedidos que pode passar de 3.000 aeronaves, o F-35 é de longe o caça de quinta geração mais popular no meio militar. O segundo colocado é o F-22, com menos de 200 unidades em serviço, enquanto os chineses e russos estão iniciando suas experiências com esse tipo de aeronave.

O primeiro F-35 declarado operacional pela USAF foi o modelo A, de pouso e decolagem convencionais, em outubro de 2016 – o F-35B foi certificado em agosto de 2015 e o F-35C, em fevereiro de 2019. O jato da Lockheed Martin teve seu “batismo de fogo” com a força aérea de Israel, em maio de 2018, contra alvos na Síria. O caça também foi utilizado em combate pelas forças armadas dos EUA e Reino Unido em conflitos no Oriente Médio, onde continuam baseados e prontos para ação. Nenhum aparelho foi abatido até hoje.

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