Qatar Airways entra com processo judicial contra Airbus

Companhia aérea pleiteia solução para degradação acelerada da superfície da fuselagem dos jatos A350
A350 da Qatar (jounigripen)

A Qatar Airways entrou com um processo judicial na Corte de Londres nesta semana contra a Airbus pleiteando uma solução rápida e definitiva para a degradação acelerada da pintura de parte de seus jatos A350.

A companhia aérea e a fabricante haviam tentado chegar a um acordo quanto ao problema nos últimos meses, mas não tiveram sucesso.

A Qatar, no entanto, passou a considerar o problema como um risco de segurança, reforçado pela agência de aviação do país, que aterrou 21 aeronaves, provocando protestos da Airbus.

Para a fabricante, a degradação do revestimento anti-raio é um fenômeno isolado e que não afeta a operação do widebody. A Airbus já havia se manifestado a respeito de uma disputa judicial semanas atrás, antecipando um movimento esperado da Qatar.

“Infelizmente, falhamos em todas as nossas tentativas de chegar a uma solução construtiva com a Airbus em relação à condição de degradação acelerada da superfície afetando adversamente as aeronaves Airbus A350. Portanto, a Qatar Airways não teve alternativa a não ser buscar uma resolução rápida para esta disputa via os tribunais”, afirmou uma transportadora.

“Acreditamos fortemente que a Airbus deve realizar uma investigação completa desta condição para estabelecer de forma conclusiva a causa real do problema. Sem um entendimento adequado disso, não é possível para a Qatar Airways considerar qualquer solução de reparo proposta como capaz de corrigir a condição em questão”, acrescentou a empresa.

Horas depois, um Airbus confirmou o recebimento da reclamação legal. “A Airbus recebeu uma ação judicial formal nos tribunais ingleses movida pela Qatar Airways, relativa à disputa sobre a degradação da superfície e pintura de algumas aeronaves A350XWB da Qatar Airways. A Airbus está analisando o conteúdo da reclamação. Airbus pretende defender vigorosamente sua posição”, disse a fabricante.

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Dario Lemos
Dario Lemos
6 meses atrás

Em qualquer superfície a ser pintada, uma base estável é fundamental para que a pintura dure por um bom período. Será que a composição dos materiais do revestimento externo da fuselagem tem a ver com tal degradação; se sim, a fabricante deverá achar uma solução que agrade as empresas aéras e ainda que a fabricante europeia informe que não o revestimento não é estrutural, ela não é somente estética, ela é a “pele” da aeronave.

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