SAAB está projetando “míssil eletrônico” para os caças Gripen

Equipamento de guerra eletrônica cria alvos falsos para confundir sistemas de defesa inimigos e mísseis disparados contra a aeronave
(Leonardo)
Os caças Gripen E do Brasil vêm equipados com o míssil isca BriteCloud, da italiana Leonardo (Leonardo)

A Saab revelou nesta sexta-feira, 28, que está projetando um sistema de “mísseis isca” para os caças Gripen. Segundo a fabricante sueca, o equipamento de autoproteção é um chamariz lançado no ar que pode confundir sistemas de defesa inimigos, criando alvos falsos nas telas de radares e despistando mísseis disparados contra a aeronave.

O dispositivo foi incluído na oferta de caças Gripen E/F que a Suécia negocia com a vizinha Finlândia. O país busca um novo jato de combate para substituir os modelos F/A-18C Hornet, comprados na década de 90. Outros aviões na disputa do contrato finlandês são o Dassault Rafale, da França, e a dupla dos EUA Lockheed Martin F-35A e o Boeing F/A-18E Super Hornet.

No anúncio sobre o projeto, a Saab revelou que o trabalho de desenvolvimento do míssil isca tem participação “substancial” do Centro de Tecnologia da empresa em Tampere, na Finlândia, inaugurado em 2018.

Como vem sendo comum nas propostas da Saab, o pacote oferecido para os finlandeses também inclui ampla transferência de tecnologia. A oferta da empresa sueca também inclui “aviões radares” GlobalEye, aeronaves de controle e alerta aéreo antecipado. O projeto do míssil isca foi anunciado pela fabricante após a chegada do caça Gripen E no Kauhava Air Show, na Finlândia.

Pacotão sueco: a oferta da Saab também inclui transferência de tecnologia e o “avião radar” GlobalEye (SAAB)

Como parte da oferta dos suecos no chamado “programa HX”, a empresa diz que pode estabelecer um centro de desenvolvimento e produção na Finlândia, incluindo a produção de peças e montagem de motores e aeronaves no país. A Saab também trabalha com os finlandeses em projetos de sensores e sistemas de inteligência artificial.

“O míssil isca, que apresentamos hoje, constituirá um forte acréscimo às capacidades de ataque eletrônico do Gripen E/F. A carga útil do novo míssil isca foi desenvolvida em grande parte na Finlândia e isso fortalecerá ainda mais nossa oferta à Finlândia”, disse Jonas Hjelm, vice-presidente sênior e chefe da área de negócios da Saab Aeronautics.

“Granada eletrônica”: o míssil isca atrapalha os radares inimigos e mísseis guiados por calor (Leonardo)

Isca de míssil

O sistema de autoproteção proposto pela Saab é uma nova geração de um equipamento que o Gripen já possui.

Os modelos comprados pela Força Aérea Brasileira, por exemplo, vêm com esse sistema: o BriteCloud, fornecido pela italiana Leonardo.

Mísseis iscas como o BriteCloud são disparados a partir de dispensadores instalados na fuselagem do caça.

Lançados no ar, o dispositivo interfere nos radares, criando alvos falsos, e usa recursos pirotécnicos que atrapalham a orientação de mísseis guiados por calor. Em combate, o equipamento protege a aeronave em missões de bombardeio, confundindo as defesas inimigas, e duelos contra outros caças. É um chamariz tecnológico que torna o Gripen um mais alvo difícil para quem tentar atacá-lo.

Veja mais: Primeiro Gripen da FAB fará demonstração aérea em Brasília no dia 25 de outubro

 

 

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