Dona de quase 100 jatos Embraer ERJ-145, ExpressJet anuncia fim das operações

Companhia regional dos EUA voa com a marca United Express, a subsidiária da United Airlines
(André Du-pont – Wikimedia Commons)
A ExpressJet tem uma frota com 95 jatos ERJ-145 (André Du-pont – Wikimedia Commons)

Dona da maior frota do mundo de jatos Embraer ERJ-145, a companhia regional norte-americana ExpressJet anunciou nesta semana que encerrará suas operações no final de setembro. A transportadora não resistiu a forte queda do mercado durante a pandemia e recentemente perdeu o contrato com a United Airlines, que decidiu concentrar seus voos regionais com apenas uma empresa desse nicho, a CommutAir.

Sediada em Atlanta, a empresa opera 95 aeronaves com o nome United Express, a subsidiária regional da United Airlines. Nos EUA, as grandes companhais aéreas operam a maioria de seus voos regionais com empresas parceiras. Até pouco tempo, a ExpressJet também voava com os nomes American Eagle e Delta Connection, subsidiárias da Delta Air Lines e American Airlines.

O último voo da empresa está marcado para o dia 30 de setembro, data que coincide com o dia em que termina a assistência financeira do governo dos EUA às companhias aéreas.

“Em 30 de julho, a United Airlines selecionou a CommutAir como sua única operadora de ERJ-145 e pediu à ExpressJet Airlines para encerrar o voo como uma transportadora regional da United Express”, informou a companhia no dia 24 de agosto. “Devido às incertezas das viagens aéreas de passageiros como resultado da pandemia, todos os voos ExpressJet da United Airlines terminarão em 30 de setembro de 2020.”

“Além disso, com o término do financiamento de apoio no pagamento dos funcionários, a ExpressJet também encerrará ou dispensará a maior parte de sua força de trabalho em 30 de setembro de 2020, exceto a equipe limitada necessária em conexão com o encerramento das operações e revisão de futuras oportunidades de negócios”, diz a companhia aérea.

Antes da pandemia, a ExpressJet atendia mais de 100 destinos nos EUA, Canadá e México, com mais de 3.300 voos semanais a partir de bases em Chicago, Houston e Newark. Até o começo deste ano, a companhia empregava cerca de 3.000 funcionários.

Empresa planejava comprar mais 36 jatos ERJ-145

Em fevereiro passado, a United Airlines encerrou seu contrato com a Trans States Airlines, outra afiliada regional que operava jatos ERJ-145 e que logo em seguida fechou as portas. Na época, a United disse que havia assumido um compromisso de “longo prazo” com a ExpressJet.

Sem prever a tormenta que enfrentaria em 2020, a ExpressJet anunciou em fevereiro um plano para adquirir mais 36 jatos regionais ERJ-145. Com essa ampliação, a frota da companhia chegaria a 130 aeronaves, concentrando 20% de todos os jatos ERJ da Embraer que ainda estão em operação.

Até maio, cerca de 620 aeronaves, dos 1.213 exemplares construídos pela Embraer (entre 1991 e 2011, incluindo modelos em versões militares), estavam voando com 32 empresas aéreas em 22 países.

Plano ousado frustrado pela pandemia: ExpressJet planejava a compra de mais 36 jatos ERJ-145 (ExpressJet)

No início deste ano, o governo dos EUA lançou um pacote de ajuda financeira de US$ 60 bilhões em forma de doações e empréstimos para a indústria de transporte aéreo local enfrentar a crise que se formava com a pandemia. Em contrapartida, as empresas do setor teriam de se comprometer em não demitir funcionários antes de 1° de outubro. Com esse prazo se aproximando, as companhias aéreas dos EUA já informaram que precisarão demitir quase 80.000 funcionários, a não ser que o auxílio seja prolongado, algo que dificilmente deve acontecer.

Veja mais: Projeto MFT-LF, o caça a jato da Embraer que não tivemos

 

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  1. Acredito que no final o Brasil, haverá de sair ganhando em conhecimento científico e aumentar a capacidade de exportar Jatos de 4.ª geração.

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